Férias com crianças: 10 orientações para evitar acidentes

Especialistas destacam a importância da supervisão e do diálogo para prevenir traumas, quedas, queimaduras e intoxicações, dentro e fora de casa

O Liberal
fonte

As férias escolares trazem mudanças na rotina diária das crianças, com maior liberdade e novas atividades, exigindo atenção redobrada de pais e responsáveis. Especialistas oferecem dicas e recomendações simples para evitar acidentes domésticos ou em outros locais durante este período, que se estende de meados de dezembro até fevereiro, variando conforme cada estado e município.

“Temos o desafio de entreter e ocupar as crianças no período de férias”, destacou Josemar Lídio de Matos, pediatra e alergista do Hospital Santa Catarina – Paulista, em entrevista à Agência Brasil. Ele ressalta que as famílias buscam programações e atividades extras, tornando crucial a escolha de locais seguros para essas novas experiências.

Segurança nos locais de lazer

A primeira dica de segurança do pediatra Josemar Lídio de Matos é verificar se os locais escolhidos para o lazer oferecem o mínimo de proteção. “Se vai a um parquinho diferente, é preciso ver se é um parquinho em que os brinquedos estão conservados, são seguros, se tem um piso que absorve impacto em caso de queda”.

Ele acrescenta que, em clubes e hotéis, é fundamental averiguar a existência de sistemas de segurança, como redes nas janelas e proteção em piscinas, garantindo que as áreas de risco estejam isoladas para evitar quedas dos pequenos.

Riscos conforme a idade

Segundo o pediatra, a análise de riscos deve ser feita conforme a idade da criança. Para crianças de até três anos, os principais perigos estão frequentemente dentro de casa, como as quedas. “É a queda do sofá, é a queda da cama. A família viaja para uma casa e aí, na hora de dormir, não vai ter o berço da criança. Ela dorme em uma cama mais alta, cai e bate a cabeça. São os traumas”, explicou.

Outros perigos citados por Josemar Lídio de Matos são as queimaduras, decorrentes, por exemplo, de crianças puxando panelas quentes ou pratos recém-saídos do forno. Soma-se a isso o risco de intoxicação por ingestão de produtos de limpeza, que não deveriam estar ao alcance dos pequenos.

Para crianças maiores, os traumas resultam da alta energia e da exposição a riscos em atividades como andar de bicicleta, skate e patins. O pediatra recomenda que os pais garantam o uso de equipamentos de proteção adequados, como capacete, cotoveleiras e joelheiras, e que a atividade seja sempre realizada sob supervisão de um adulto.

Atenção em viagens e locais novos

Ao alugar uma residência para as férias, os pais devem verificar se os brinquedos disponíveis são apropriados e se não contêm peças pequenas que possam causar engasgo. Se houver um playground, é essencial checar sua conservação para evitar acidentes por escorregões ou quebras dos equipamentos.

O pediatra também alertou sobre os riscos de afogamento em locais com piscina ou praia. É fundamental checar se há proteção sobre as piscinas e garantir que as crianças não acessem esses locais sem a supervisão constante de um adulto.

A pediatra Patricia Rolli, também do Hospital Santa Catarina, reforça a necessidade de atenção constante. “O acidente acontece em segundos. Basta um instante de desatenção para que a criança fique em perigo”, afirmou.

Diálogo e regras de segurança

Para crianças maiores, Josemar Lídio de Matos enfatiza a importância do diálogo. Ao planejar um passeio, como ir ao shopping, é preciso explicar os riscos de se perder e como agir: procurar um adulto de confiança, explicar a situação e pedir ajuda. “Esse hábito cotidiano deve ser posto em prática nas férias, porque é uma coisa que foge da rotina”, disse.

Patricia Rolli acrescenta que, quando os adultos seguem as regras de segurança no trânsito e lazer, as crianças tendem a reproduzir esse comportamento. Ensinar a agir em situações de risco, pedir ajuda, reconhecer perigos e memorizar números de emergência são ações que contribuem para uma rotina mais segura.

O pediatra Josemar de Matos também aconselha incutir nas crianças regras de segurança específicas, como na praia. “Deve-se ensinar a criança a entender as sinalizações dos guarda-vidas sobre o mar. E o adulto também não pode desobedecer a placa. Isso ajuda bastante. É o adulto dando o exemplo”, salientou.

Outras recomendações incluem dar dicas de localização, pedir que a criança não se distancie muito e mostrar pontos de referência claros.

Cores chamativas para identificação

Uma dica prática da pediatra Patrícia Rolli é escolher roupas chamativas para as crianças em locais com grande concentração de pessoas. Ela explica que “uma criança com uma roupa em um tom pastel meio que se apaga na água, na areia”, dificultando a localização e o monitoramento à distância.

Assim, o uso de cores fortes e vibrantes nas vestimentas dos pequenos é essencial para que eles permaneçam facilmente visíveis e no radar do adulto responsável.

Assine O Liberal e confira mais conteúdos e colunistas. 🗞
Entre no nosso grupo de notícias no WhatsApp e Telegram 📱
Variedades
.
Ícone cancelar

Desculpe pela interrupção. Detectamos que você possui um bloqueador de anúncios ativo!

Oferecemos notícia e informação de graça, mas produzir conteúdo de qualidade não é.

Os anúncios são uma forma de garantir a receita do portal e o pagamento dos profissionais envolvidos.

Por favor, desative ou remova o bloqueador de anúncios do seu navegador para continuar sua navegação sem interrupções. Obrigado!