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El Niño muito forte pode atingir 95% de chance no fim de 2026; entenda

Fenômeno deve aumentar o calor em algumas regiões e reduzir as chuvas no Norte, incluindo o Pará; veja os possíveis efeitos

O Liberal

13 de agosto de 2026 às 18:17

Modificado em 13 de agosto de 2026 às 18:17

El Niño interfere na circulação atmosférica global e provoca impactos em diferentes partes do planeta.

El Niño interfere na circulação atmosférica global e provoca impactos em diferentes partes do planeta. ( Foto: Reprodução/Freepik )

A possibilidade de um El Niño muito forte no fim de 2026 chegou a 95%, segundo a Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA). A estimativa representa uma alta em relação ao boletim anterior, de julho, quando a agência apontava 81% de chance.

O fenômeno ocorre quando as águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial ficam acima da média, provocando mudanças na circulação da atmosfera e influenciando as temperaturas e o regime de chuvas em diferentes partes do mundo.

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Vai fazer mais calor?

Um El Niño mais intenso pode favorecer temperaturas acima da média em algumas áreas do Brasil, mas os efeitos variam de acordo com a região.

No Norte, incluindo o Pará, a tendência é de redução das chuvas, temperaturas mais elevadas e possível atraso no início da estação chuvosa. Na Amazônia, o cenário também pode contribuir para períodos de estiagem mais prolongados.

Já no Sul do país, o fenômeno costuma estar associado ao aumento das chuvas e à ocorrência de temporais, enchentes e deslizamentos. No Sudeste e no Centro-Oeste, podem ocorrer períodos de calor mais intenso e chuvas irregulares.

El Niño pode continuar em 2027

Segundo a NOAA, há 97% de probabilidade de o fenômeno continuar até o início da primavera de 2027 no hemisfério Norte. A agência também estima em 69% a chance de o evento estar entre os El Niños mais intensos registrados desde 1950.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) também aponta uma possível continuidade do fenômeno até o início de 2027. O órgão estima em 100% a chance de o El Niño permanecer ativo pelo menos até esse período.

A classificação como “muito forte” ocorre quando o aquecimento das águas do Pacífico supera 2°C acima da média.

Amazônia pode enfrentar mais seca

Na região amazônica, a combinação de menos chuva e temperaturas mais altas pode aumentar o risco de estiagem, incêndios florestais e redução dos níveis dos rios.

O Inmet aponta que algumas sub-bacias da Amazônia já apresentam sinais de avanço da estiagem. A persistência do período seco também pode reduzir a disponibilidade de água e deixar a vegetação mais vulnerável ao fogo.

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