Uma execução por injeção letal terminou de forma inesperada nesta quarta-feira no Tennessee, nos Estados Unidos. Christa Pike, de 50 anos, recebeu duas doses de pentobarbital, mas continuou respirando após a aplicação. Pike foi condenada pela morte de Colleen Slemmer, de 19 anos, em Knoxville, em 1995. Ela tinha 18 anos quando o crime aconteceu. A execução seria histórica no Tennessee, já que Pike seria a primeira mulher executada pelo estado em mais de 200 anos. Segundo testemunhas, ela ainda se movimentava e chegou a reclamar de dor no braço antes de os repórteres serem retirados da sala de execução. Após a interrupção do procedimento, os advogados informaram que Pike foi levada a um hospital próximo. Até então, não há informações sobre o estado de saúde dela. Entretanto, ela não foi a primeira pessoa que sobreviveu após falhas de injeções letais; relembre alguns casos. O que é o pentobarbital? O pentobarbital é um barbitúrico que reduz a atividade do sistema nervoso central. A substância já foi utilizada na medicina como sedativo, anestésico e no controle de convulsões, mas seu uso diminuiu devido aos riscos associados à dosagem e à dependência. Em quantidades maiores, os barbitúricos podem provocar sono profundo e anestesia. Em doses extremamente elevadas, podem comprometer funções vitais, como a respiração e a circulação sanguínea. VEJA MAIS Mulher condenada à morte nos EUA sobrevive à injeção letal O Departamento de Correções do Tennessee disse que, por ora, não poderia fornecer informações sobre o ocorrido EUA: Tennessee suspende execuções no Estado após mulher sobreviver a injeção letal Lee anunciou uma auditoria externa para "determinar exatamente o que aconteceu" Relembre casos de sobreviventes Kenneth Smith Smith foi levado para a execução no Alabama em novembro de 2022. O plano era utilizar a injeção letal, mas a equipe responsável não conseguiu encontrar uma veia adequada para administrar as substâncias. Depois de mais de uma hora de procedimento, a execução foi interrompida. Kenneth havia sido condenado pela participação no assassinato de Elizabeth Sennett, ocorrido em 1988, no Alabama. Em 25 de janeiro de 2024, Smith morreu após ser submetido à hipóxia por nitrogênio, tornando-se a primeira pessoa executada nos Estados Unidos por esse procedimento. Alan Miller Outro caso ocorreu no Alabama, envolvendo Alan Miller. Em 22 de setembro de 2022, ele seria executado por injeção letal, mas o procedimento não foi concluído. Durante aproximadamente 90 minutos, funcionários tentaram estabelecer o acesso necessário para a aplicação das substâncias. O condenado havia recebido a pena de morte por um ataque a tiros ocorrido em 1999. Na ocasião, três colegas de trabalho foram mortos. Assim como aconteceu com Smith, o Estado do Alabama posteriormente recorreu à hipóxia por nitrogênio. Em 26 de setembro de 2024, Miller foi executado pelo método. Romell Broom O caso de Romell Broom aconteceu em Ohio. Em 15 de setembro de 2009, Broom foi levado para a sala de execução. Os funcionários responsáveis tentaram encontrar uma veia para administrar os medicamentos. Ao longo do procedimento, foram realizadas 18 perfurações em diferentes pontos do corpo do condenado. Depois de cerca de duas horas de tentativas, as autoridades decidiram interromper a execução. Ele havia sido condenado pela morte de uma adolescente de 14 anos, sequestrada e assassinada em 1984. Broom morreu em 2020, enquanto permanecia preso, após complicações relacionadas à Covid-19. (*Gabrielle Borges, estagiária de jornalismo sob supervisão de Mirelly Pires, editora web de OLiberal.com)