Unidos do “Prefiro ficar em casa”

Unidos do “Prefiro ficar em casa”

Carnaval é tempo de folia, de micaretas, bloquinhos e escolas de samba, não é? Pode até ser – mas não para todo mundo. Tem gente que prefere passar por esse período de festa e agitação de modo mais tranquilo, digamos assim. A Troppo + Mulher conta histórias de pessoas que aproveitam o Carnaval de maneira diferente. Para uns, é só mais um feriado, propício para o descanso. Para outros, é momento de organizar a vida e ainda há aqueles que priorizam o exercício da espiritualidade, em retiros e programações religiosas.   

A universitária e maquiadora Brunna Carvalho, de 21 anos, diz que nunca se interessou pelos “encantos” do Carnaval. Em alguns momentos, ela aproveitou a folga para organizar a vida, participar de cursos e descansar. Em outros anos, como este, ela pretende usar o período para se aproximar mais de Deus, por meio do evento “Reservados”, da Igreja do Evangelho Quadrangular. “Como fuga direta, participo de retiros espirituais que a minha igreja disponibiliza e, nos dias em que muitos estão nos bloquinhos, eu busco me aproximar mais de Deus e sair renovada, pronta para encarar a volta à rotina. Não lembro se alguma vez já pulei Carnaval, pois acredito que existem outras formas de se divertir sem pôr em risco a integridade e saúde física”, opina.

Brunna Carvalho (Dudu Maroja)

Brunna diz que não condena as opções de ninguém e que fica a postos para ajudar algum amigo que, eventualmente, venha a exagerar nas comemorações de Carnaval.  “Fico em meu papel de apoio caso algum amigo precise, torcendo muito para que as pessoas tenham consciência de que, para se divertir, não precisam colocar as vidas em risco. Responsabilidade e diversão devem andar lado a lado, sempre pensando no próximo e em como algum descuido pode acarretar consequências eternas não só para si, mas para todos que fazem parte da vida da pessoa”, alerta a jovem, que é a caçula de uma família com três filhos. 

A mesma visão tem a estudante Kayla Pinheiro, de 18 anos. Ela conta que, há cerca de quatro anos, decidiu passar o Carnaval de uma forma diferente, no “Aviva”, um evento da igreja católica que acontece no período da folia. “O Carnaval, para mim, hoje, é sobre novas conexões, sobre criar laços e curtir com os amigos. É uma nova experiência e mais uma opção para quem ainda não sabe onde passar o feriado. E não deixa de ser também uma forma de viver uma experiência com Deus, diferente do que todos estão acostumados”, explica a moça, que estuda Publicidade e Propaganda e Design de Moda. 

Kayla lembra que já conseguiu levar alguns amigos de fora da igreja para o evento. “No ano passado, eu chamei metade da minha turma e todos foram, gostaram e muitos vão voltar neste ano. Minha família também gosta, eles veem o quão eu fico realizada no evento, então vão lá e curtem comigo. Como é algo para todas as idades, eles amam a programação e se divertem bastante”, relata.

Descanso - O estudante Erikson Júnior, de 19 anos, se considera uma pessoa caseira e, por isso, não curte muito esse período de Carnaval. Normalmente, aproveita os dias de feriado para descansar e, às vezes, sair com os amigos. “Nunca me programo para fazer alguma coisa específica no Carnaval, pois tudo depende do momento. Tem horas que gosto de mais de ouvir música, horas que gosto de jogar, de assistir alguma série e por aí vai”, explica ele, que acabou de ser aprovado nos vestibulares da UFPA e Uepa. 

Quem ainda está nessa batalha é a estudante Maria Eduarda Lima, de 18 anos. Ela está se preparando para o próximo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e conta que vai usar esse período para relaxar das tensões do dia a dia. “Neste momento, eu estou aproveitando para reorganizar a minha vida e fazer as pequenas coisas que me dão prazer, como ir até a casa da minha bisavó, para, depois, poder estudar mais relaxada e focada”, pontua.

Cultura – É da mesma forma com o publicitário Douglas Faria, de 22 anos. Ele reconhece a importância do Carnaval para a cultura brasileira, mas não tem vontade de participar da festa. Diz que prefere vivenciar os dias de folga do seu jeito: atualizando as séries de TV; ouvindo músicas; assistindo a filmes; jogando ou simplesmente passando um tempo a mais com a família. “Desde pequeno, eu nunca gostei tanto de Carnaval, acho que eu me sentia um pouco intimidado com a folia, muitas pessoas, som muito alto, bebidas e etc. Os meus pais eram organizadores de bailes de Carnaval na cidade em que eles moravam e eu sempre preferia ficar em casa. Para mim, até hoje, o conforto de casa, além de ser prazeroso, renova as energias para os dias de trabalho”, acredita. 

O operador de sistemas de informação e instrutor de yôga, Joellery Silva, de 47 anos, também diz que a rotina intensa de trabalho acaba pesando na hora de pensar na folia. Além disso, para ele, os valores espirituais nos quais acredita acabam se chocando com muito do que acontece nas festas de Carnaval. 

“Infelizmente, hoje, o Carnaval, para mim, é muito triste, pois considero que há muita permissividade e coisas que não são boas para o ser humano, como a sexualidade exagerada, a exaltação ao vício e uma falta de respeito geral, coisas das quais prefiro não participar”, analisa ele, que costuma marcar presença, nesse período, no Encontro Intensivo do Movimento Espírita Paraense (Eimep). 

Para quem quer saber mais sobre alguns dos eventos citados aqui, pode procurar: 

“Reservados” é o retiro espiritual da igreja do Evangelho Quadrangular “Labaredas de Fogo”, que fica na Cidade Nova, em Ananindeua. Durante o encontro, os jovens passam o final de semana inteiro com pastores e figuras nacionais do mundo gospel, participando de palestras, gincanas, brincadeiras, e momentos motivacionais. Mais informações pelo site

O “Aviva” é um evento realizado pela comunidade católica Cristo Alegria, que reúne cerca de cinco mil fiéis durante os três dias de programação. Neste ano, o Aviva será realizado no Centur, de 23 a 25 de fevereiro, das 8h às 18h, com entrada franca, e promete teatro, dança, música, adoração, missa, entre outras atividades. Mais informações no site do evento

O Encontro Intensivo do Movimento Espirita Paraense (EIMEP) é um evento que costuma ser realizado todos os anos no período do Carnaval e visa divulgar e difundir o espiritismo, oportunizando aos espíritas um espaço de convivência. São realizadas atividades de unificação e conhecimento, como palestras, debates e grupos de estudo. Mais informações no site do encontro.

Troppo
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