Sob o signo da majestade (e a proteção da deusa)

Conheça um pouco mais sobre Izabelle Pereira: a Rainha das Rainhas 2019

Lorena Filgueiras

A candidata do Tênis Clube, Izabelle Pereira, quebrou um jejum de quase 30 anos, com muito brilho e uma performance irretocável – a deusa nórdica Fréya. Do alto de seus 1,58m de altura, Izabelle se agigantou e incorporou a personagem. Eleita a soberana da 73ª edição do Rainhas das Rainhas – o concurso mais tradicional e luxuoso do Norte do Brasil, a jovem Izabelle, de 22 anos, conversou conosco sobre a conquista do título e compartilhou um pouco de sua intimidade.

Izabelle Pereira, a nova majestade do Carnaval do Pará. Foto: Estúdio Tereza & Aryanne

 

Troppo + Mulher: Após um longo período de 29 anos, você conseguiu levar o prêmio para o Tênis Clube. Qual o sentimento que fica?
Izabelle Pereira: É muito gratificante! Há algum tempo eles desejam muito este título.

T+ M: Como foi essa trajetória, Izabelle?
Izabelle: Eu me senti acolhida desde o começo. Os estilistas (Júnior Mazine e Ocir Oliveira) me convidam há quatro anos para representar o clube, mas nunca me senti preparada.

T+ M: Posso te perguntar os motivos?
Izabelle: Por questões financeiras e por não me sentir pronta tanto emocionalmente quanto fisicamente. Ser Rainha das Rainhas demanda preparo físico e espiritual também. 

T+ M: E como foi essa preparação?
Izabelle: Fisicamente falando, tive de ir ao nutricionista, ter um preparador físico e tive um tempo curto, já que fui convidada em dezembro e comecei a ensaiar em janeiro. Tenho uma estrutura física pequena, sou magra e tive de fazer treinos intensos para poder aguentar todo o peso. Sou acostumada a dançar, mas com peso, não... e ele influencia muito. Minhas preparações emocionais foram com minha equipe, minha família, meu companheiro, Diego, e com Deus. Conversei demais com Ele e entreguei meu destino em Suas mãos.

T+ M: O que pediste a Deus?
Izabelle: Que Ele me iluminasse. Eu dei meu melhor e pedi que, independentemente do resultado, tudo corresse bem naquele momento.

T+ M: És estudante de Medicina Veterinária e te pergunto: como achas que o resultado vai impactar na tua vida profissional? E na pessoal?
Izabelle: Meus professores me apoiaram e torceram por mim. Tenho algumas coisas em mente e quero muito, ao longo do meu reinado, ajudar nas causas de proteção aos animais. Quero ajudar abrigos e tenho outros planos para causas sociais. 

T+ M: É impossível, a esta altura, afirmar que sua vida já voltou ao normal, mas me conta um pouco da tua rotina.
Izabelle: Dançar é um hobby, algo que faço desde pequena. Gosto de dançar. Minha rotina do dia a dia envolve muito minha casa, minha clínica e a faculdade. Minha social não é tão agitada.

T+ M: Não era agitada, né?
Izabelle: [ela ri] Isso! Ontem [na última segunda-feira, 25. Esta entrevista ocorreu na terça-feira, 26] foi que a minha ficha caiu, por conta dos compromissos e entrevistas. Minha barreira era falar em público e tenho vencido isso aos poucos, por conta de todas as pessoas e ajudas que tenho recebido.

T+ M: Me fala da escolha da Fréya...
Izabelle: Eu precisei muito da ajuda do meu irmão [Yuri Pereira], que cursa Artes. Foi ele quem escolheu o tema, porque ele adora jogos de RPG. Ele disse que eu tinha de interpretar. Não faço Teatro, mas a dança me ajudou muito a incorporar a personagem. 

T+ M: E subir naquele palco...?
Izabelle: Desde o começo eu prometi que não estaria competindo com ninguém. Subi disposta a encantar os jurados com a firmeza dos meus passos e de meu olhar. Pisei no palco com meu pé direito, inclusive. Pedi a Deus que me abençoasse e disse “que seja feita a Tua vontade”. Minha torcida era pequena, talvez a menor dentre as presentes no Hangar, mas eu tinha muita certeza de que havia muita gente torcendo por mim de casa. Ao final, todas as torcidas nos parabenizavam – eu senti tanta verdade. Foi lindo.

T+ M: O que representa ter sido a escolhida?
Izabelle: Tanta coisa... Mudou tanta coisa. Eu quero, inclusive, agradecer ao meu irmão, Yuri. Não éramos tão próximos antes do concurso... Fico até emocionada em dizer isso, mas o Rainhas mudou tanta coisa na minha vida para melhor e me permitiu essa aproximação com meu irmão. Ele é muito na dele, tímido e ficamos muito próximos.

T+ M: Tens, inclusive, uma irmã que foi princesa há 20 anos, não é?
Izabelle: Isso, a Cirlene [e aponta para a irmã, que está presente também na sessão fotográfica]. Ela me disse: “você tem a obrigação de me dar esse reinado” [risos].

T+ M: Todo leitor deve estar se perguntando, enquanto lê este nosso papo, o que você fará com os prêmios? O carro e a bolsa integral na universidade?
Izabelle: Como já faço faculdade, tentarei converter a bolsa para uma pós [graduação]. Como trabalho, estudo e ainda tenho os compromissos do reinado, pretendo ficar com ele. Sempre andei de ônibus e não tenho vergonha de dizer isso. Para minha logística atual, um carro vai ajudar muito, porque moro na Cidade Nova. Espero que dê tudo certo.

T+ M: Você é muito tímida, mas me parece ser muito pé no chão...
Izabelle: Sou, muito! Tanto tímida quanto realista. Tenho agora mais pé no chão. Eu ajudei, inclusive, na minha fantasia! 

T+ M: E seus agradecimentos?
Izabelle: A todos! Todos, sem exceção. Sem minha equipe, que se uniu, eu jamais teria ido ao Rainhas. Pretendo honrá-los.

Para conhecê-la mais:
@izabellepereira

Quer assistir à apresentação de Izabelle no RR2019? Basta acessar o QR abaixo:

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