Férias e diversão para pets

Dominik Giusti

Quem acha que colônia de férias é coisa só para crianças, melhor pensar de novo, já que cachorros têm espaços especialmente destinados para eles – e são incríveis e divertidos!

A publicitária Erica Dacier Lobato de Rezende, 32, é tutora da Naomi, uma charmosa buldogue francês, de 2 anos, e da Amora, uma golden retriever de apenas um ano. Com a rotina de trabalho, de manter a saúde e o carinho em dia com as “meninas”, ela optou por matricular as cachorrinhas numa colônia de férias para pets. Muita gente ainda acha que esse tipo de atividade é destinada apenas para as crianças, que no período de férias, precisam de espaço e de distração para gastar energia… mas os cães também precisam sair de casa e viver em ambientes diferentes. 

Erica Dacier Lobato de Rezende (Naiara Jinknss)

A tutora já costumava buscar serviços do chamado “daycare” de um clube de cães, em Belém, além de deixá-las no espaço em períodos de viagens. Erica optou pela colônia ao ver a diferença no comportamento das cachorrinhas. “As duas vão juntas para a colônia. Sinto que elas gostam muito. Esse contato com outros cães e o treinamento específico fazem com que elas fiquem mais educadas, se comportem melhor na rua quando passam por outros cachorros”, relata Erica Rezende. 

E ela acrescenta ainda mais outras vantagens. “Sou só elogios, porque ajuda muito. Elas pararam de destruir as coisas em casa, não latem tanto, não ficam rosnando, aprendem comandos básicos como sentar e dar a patinha. Lá é a segunda casa delas”, comenta, aliviada por saber que pode compartilhar os cuidados das suas companheiras de todo dia. 

Bárbara Lucena, proprietária de um clube para cachorros, explica que é justamente esse o objetivo dos espaços: proporcionar ao cão e ao dono uma qualidade de vida, já que hoje os cães são parte da família e, muitas vezes, o afeto é como de pais e filhos. Por ela mesma ser tutora, é que relata que sentia falta de um local que conseguisse atender às necessidades do seu cão, em um ambiente familiar e acolhedor. Da paixão pelo cuidado canino, surgiu a veia empreendedora. 

Bárbara Lucena (Naiara Jinknss)

“Identificamos essa necessidade, a partir da demanda que observamos por termos um espaço com metodologia diferenciada. Da feita que traçamos a idéia do negócio, fizemos pesquisa de mercado, tendências, capacitações e como poderíamos trazer um diferencial para esse mercado. A princípio, iríamos mudar para o Sul do país para abrir este negócio, mas decidimos apostar e abrir aqui na cidade fazendo adaptações para melhor nos encaixar na cultura paraense”, comenta Bárbara Lucena.

E como seriam essas atividades? Ela explica que é bem mais que “apenas jogar uma bolinha”, como deve passar pela cabeça de muitos, e que o acolhimento do animal envolve desde  conhecer sobre comportamento canino, identificar o perfil do cão e traçar uma rotina apropriada e um cronograma de atividades adaptado. As atividades físicas incluem corrida e até mesmo atividades aquáticas, com o objetivo de gastar energia. 

Bárbara ressalta ainda que é importante envolver atividades de estímulo mental, com base em cinco pilares: cognitivo, social, alimentar, sensorial e físico, além de cromoterapia, musicoterapia, escovação e relaxamento. Mas ela alerta que o dono deve analisar as condições de seu próprio cão, antes de optar por simplesmente deixá-lo no espaço. “É importante frisar que nem todos os cães têm perfil para creche ou colônia. Assim como pode trazer bem estar, pode ser a porta de entrada para desencadear comportamentos negativos”, recomenda. “Costumamos dizer que cães, assim como as crianças, são os clientes mais sinceros. Ver a alegria a cada chegada e a resistência na hora de ir embora é muito gratificante”, declara. 

O caçula da família

Mascote da casa, Franz é um braco alemão de pêlo curto, de três anos e pesa 35 quilos. Mesmo sendo apropriado para apartamentos, ele fica entediado e precisa se distrair. A solução de sua tutora, a Camilla Correa Graciano Cabral, 30, contadora, também foi buscar espaços alternativos de lazer para pets. “Como ele é um cachorro de porte grande e agitado e nos apaixonamos pela raça, decidimos comprá-lo, mas sempre deixando ele passar o dia no pet e voltar pra casa pra dormir, durante três vezes por semana”, comenta.

Ela tem uma filha de 1 ano e 7 meses e que adora brincar com o Franz. “Ela brinca com ele e quando ele faz tolice, ela diz ‘au au, ai ai ai, com o dedinho indicador”, diz a contadora, que ama esses momentos de ternura em família e com seu animal de estimação. Agora, com a proximidade das festas de final de ano e uma viagem marcada, ela vai deixar o Franz por um período maior, para que ele seja cuidado e possa se divertir em confiança. “Optei pela necessidade, primeiramente, uma vez que ele não consegue ficar em casa por muito tempo e não quero ter um animal estressado e ainda pela praticidade de ter um local seguro, limpo e confiável para deixar o meu amigo do coração”, revela. 

Com mais de 10 anos de atuação no mercado, Maria Elisa Santana Pinho sabe bem disso, pois antes de ser proprietária de um clube para cachorros, ela mesma buscava esse serviço, sem encontrar boas soluções. Ela não se conformou com o que o mercado ofertava, acabava encontrava instalações ruins e de aparência pouco confiável para deixar seu próprio cão. Até que tomou a iniciativa de abrir o negócio, junto com seu irmão.  

“Na verdade o pet era para ser uma clínica, mas durante o projeto decidimos não ser mais clínica e, sim, um clube, onde ofertaríamos saúde e bem estar, com natação, recreação e hotel. Isso há mais de uma década, o que era muito diferencial aqui em Belém. A gente sabe que, hoje em dia, os animais são parte da família, ou seja, todos querem ofertar o bem estar, saúde, beleza, alimentação, adequada, para que seus ‘pais’ fiquem tranquilos. Os pais fazem isso com prazer”, relata.

Para conhecer mais:
@clubedamatilha
@petclubeprime

Troppo
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