Astrologia ganha força impulsionada pelas redes sociais

Tem quem não acredite. Há os que não resistam a uma olhadinha e, ainda, os que acreditam que os tipos anteriores são definidos por seus signos astrológicos

Flávia Ribeiro

Se você usa com frequência as redes sociais, então deve saber que o Sol está em Leão... Pode até não saber o que isso significa, mas com certeza já se deparou com essa informação, não é mesmo? A Astrologia ganhou força nos últimos anos impulsionada pelas redes sociais, porém, mais dos que memes, gifs e as famosas combinações de casais, os astros podem ajudar quem busca autoconhecimento, satisfação e evolução pessoal. Já olhou para céu hoje?

Já tem alguns anos que o estudante de Psicologia Jhonata Silva mantém a rotina: o dia começa e ele já tem uma noção de como vai ser, do que deve ser trabalhado ou evitado. Pensando no dia inteiro que terá pela frente, ele consulta o horóscopo todas as noites. Nas viradas de mês, ele já observa o que os astros apontam mensalmente. “Em geral, esse tipo de informação vem me ajudando. Nada é determinado, mas são indicações importantes. Eu tento me guiar para manter as energias boas durante o dia”, comenta.

Pisciano com ascendente e Lua em Gêmeos, Jhonata revela que mesmo antes se se interessar por Astrologia já sentia as influências astrais em sua vida. “Comecei a ler mais, devido ao contato com as redes sociais. Sem dúvida que quem tem algum perfil nas redes, acaba sendo levado porque sempre sobre no feed. É uma nova linguagem. Uma forma de se comunicar. As redes sociais são um tipo de difusor de informações e tendências. Com certeza, deu um boom na astrologia” analisa o estudante.

Ele fala que, por meio dos estudos da Astrologia, também visa o autoconhecimento. “A gente pode passar a entender que há algumas questões em nós que precisam ser trabalhadas. O mapa traz pontos de características dos signos, mas isso deve dialogar e ser construído com a tua vivência. Ele não é definidor de personalidade ou de caráter” pontua o estudante, que se define como viciado em astrologia, acrescentando que muda muito como as pessoas lidam as informações: “algumas trabalham e outras usam como justificativa para as suas atitudes”.

Ele conta que os astros são essenciais em suas relações e que determinados signos são evitados. “Isso meio que intermedia a forma como me relaciona com as pessoas. Por exemplo, durante a minha vida não tive boas experiências com pessoas de Capricórnio. Às vezes, antes mesmo de eu saber o signo da pessoa, eu já não tinha tido algum tipo de problema”, confessa Jhonata, que usa quatro aplicativos no celular voltados para o tema. 

Johnatan Silva (Naiara Jinknss / Troppo)

E não estranhem se, ao conhecê-lo, ele pedir o nome completo, cidade e horário em que você nasceu: é que ele vai fazer o seu mapa!

As redes sociais podem ser o começo
Segundo a astróloga Ana Andrade, é natural ter mais afinidades com determinados signos, mas as situações contrárias devem ser administradas. “Todos os signos são divinos. Têm características positivas e negativas que precisam ser trabalhadas. Não há um que seja melhor do que o outro cada um tem a sua função. E também, quando vejo que tenho algum problema com alguém, isso pode demonstrar uma característica que precisa ser trabalhada em mim. Com a Astrologia a gente pode assumir mais as responsabilidades sobre as nossas vidas” explica.

Ela percebeu o crescimento do interesse pela Astrologia depois da popularização das redes sociais e defende que isso traz pontos negativos e positivos. Negativos porque, às vezes, há distorção dos estudos e, positivos, porque cada vez mais pessoas estão tendo acesso e se identificando. 

Historiadora por formação, desde 2016 que ela se tornou “oficialmente” astróloga, quando fez o curso de formação. Em Belém, já houve a formação de duas turmas e há mais duas em curso. “O interesse cresceu muito, mas acredito que seja uma retomada porque há pessoas que sempre pesquisaram esse tipo de conteúdo. É uma das ciências mais antigas e que nasce da percepção do tempo, baseada no movimento da natureza. A pessoa passa a se entender como parte da natureza e percebe uma necessidade maior de se compreender no universo, focando em questões que ultrapassam os bens materiais”, ressalta.

Ana Andrade (Naiara Jinknss / Troppo)

Para quem busca informações em sites e perfis nas redes sociais, a indicação é que isto seja apenas o começo de estudos. Ela também ainda recomenda que seja verificado mais do que o horóscopo para evitar erros. “O horóscopo faz parte da astrologia, mas o foco recai mais sobre o signo que está no sol. Só que as pessoas são influenciadas por mais signos, por isso que é recomendável fazer o mapa. Por meio dessa análise do todo é possível gerar mais consciência. Não é incomum vermos pessoas que não se identificam com o signo que está no sol, porque esta posição é o foco do horóscopo, que deve ter sido o que a pessoas leu, então precisar conhecer as outras posições. São vários os aspectos que formam o ser humano e fazem de cada um único no universo inteiro” diz.

Andrade foi levada para a Astrologia após um quadro depressivo e começou a dar mais importância para esses estudos – algo que fazia por prazer. Depois de um tempo começou a fazer o mapa de amigos, que gostaram e foram indicando para outras pessoas. Em seguida, começou a se especializar e cobrar pelos serviços, e hoje sua renda vem disso e também do trabalho como terapeuta holística. “A Astrologia não trata; só indica. Por isso, senti a necessidade de algo mais que em com a terapia. Eu tenho muito prazer em tudo que faço. Amo os estudos. Você sabia que um dos nomes do mapa é Carta Celeste? É como se Deus escrevesse uma carta para gente, com manual de instrução sobre como podemos melhorar”, declara Andrade.

A louca dos signos que está feliz com os caminhos apontados
A resposta vem na ponta da língua da administradora Fádia Leal: Sol em Gêmeos e ascendente em Capricórnio.  Ela sempre gostou de ler sobre o assunto, mas veio se aprofundando nos últimos anos. “À medida em que vamos lendo, conhecendo e percebendo identificações nas nossas vidas com o que foi apontado, é natural que tenhamos mais interesse”, afirmou.

Mas ao contrário do que se possa pensar, Fádia não é leitora diária de horóscopos. O foco é sempre em informações mais completas. “Eu não acredito em previsões de horóscopo diário.  Além dos mapas, também gosto de ler as fases da lua. Isso me ajuda a tomar decisões, com o tempo a gente aprende o momento certo para agir em cada fase da lua” destaca.

Ela já foi chamada de “louca dos signos” pelos amigos, já fez mais de uma análise do mapa astrológico e já presenteou os pais no Dia dos Pais e no Dia das Mães. “Isso tem me ajudado muito a entender a minha relação com as pessoas em geral, como no trabalho e com a minha família, por exemplo. Os mapas que recebi foram tão certeiros e tão precisos que foi possível até mesmo ter previsões em relações a algumas situações, que mais tarde aconteceram”, revela a administradora, que por influência dos astros está começando a mudar de profissão. “Eu estou estudando Design de Interiores. Novamente, foi algo pelo qual sempre me interessei. Mas que também foi apontado como uma das profissões que me trariam mais satisfação. Agora, quando estudo nem parece que estou estudando porque é algo de que gosto tanto”. 

Para saber mais:
Há perfis incríveis nas redes sociais para quem ficou interessado ou quem não acredita (mas que existe, ah, existe sim astrologia):
@isabelmuellerastrologa
@barbara.abramo
@quiroga_o_astrolog

Troppo
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