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Tecnologia transforma resíduos em design e impulsiona móveis sustentáveis no Pará

Uso de rastreabilidade, reaproveitamento de madeira e inovação produtiva aponta caminhos para um setor mais eficiente, competitivo e alinhado às exigências do consumidor

Gabi Gutierrez
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A incorporação de tecnologias à cadeia produtiva de móveis tem ampliado a eficiência no uso de recursos naturais e fortalecido práticas sustentáveis, especialmente na região amazônica. Mais do que automação industrial, o setor tem investido em soluções que reduzem desperdícios, garantem a rastreabilidade da madeira e agregam valor a produtos com origem certificada.

Na prática, a inovação passa também pelo reaproveitamento de resíduos florestais — como partes ocas e peças de menor dimensão, tradicionalmente descartadas durante a extração — que passam a ser utilizados na fabricação de móveis e acessórios. A estratégia contribui para o melhor aproveitamento da matéria-prima e para a redução de impactos ambientais.

Segundo a executiva de florestas de uma marca de móveis paraense, Luciana Di Paula, o conceito de tecnologia, nesse contexto, está associado à eficiência no uso dos recursos disponíveis. “A principal tecnologia é justamente resolver dois pontos: o melhor aproveitamento da matéria-prima e o uso de algo que seria descartado para produzir peças que vão para dentro da casa das pessoas”, afirma.

Origem

Outro avanço relevante está na rastreabilidade da madeira, que permite identificar a procedência de cada peça e assegurar que a produção segue critérios ambientais e sociais. Em modelos sustentáveis, a matéria-prima tem origem em planos de manejo florestal autorizados, que conciliam a extração controlada com a preservação da floresta.

“A diferença de um móvel sustentável é que ele tem origem, tem rastreabilidade e garante respeito ao trabalhador e às comunidades envolvidas”, destaca Luciana.

O manejo florestal sustentável possibilita a colheita planejada, mantendo a floresta em pé e assegurando sua regeneração ao longo do tempo. Nesse processo, tecnologias de monitoramento e planejamento são fundamentais para garantir a perenidade dos recursos e a conformidade com normas ambientais.

Mercado

Apesar dos avanços, o setor ainda enfrenta desafios para ampliar sua escala e competitividade. Entre eles, está a necessidade de consolidar a educação ambiental do consumidor, incentivando escolhas baseadas não apenas no preço, mas também na origem e nos impactos do produto.

“O desafio é fazer com que as pessoas compreendam a importância de consumir produtos com rastreabilidade, que garantem preservação ambiental e justiça social”, afirma a executiva.

A concorrência com produtos de origem ilegal, que chegam ao mercado com preços mais baixos por não cumprirem exigências regulatórias, também é apontada como um obstáculo. Nesse cenário, a tecnologia tende a desempenhar papel estratégico no fortalecimento de sistemas de certificação e transparência na cadeia produtiva.

Embora a produção sustentável possa impactar o custo final, o setor aposta no valor agregado como diferencial competitivo. “Mais do que preço, o produto sustentável entrega valor, por tudo o que representa em termos ambientais e sociais”, pontua.

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Tecnologia e Mercado
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