Na última sexta-feira (8), a empresa desenvolvedora de sotwares e recursos tecnológicos Microsoft informou, em uma apresentação para a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA, que hackers russos invadiram sistemas da empresa. A Microsoft acredita que os criminosos tentaram acessar repositórios de código-fonte e sistemas internos.
O código-fonte é cobiçado pelas corporações (e pelos espiões que tentam violá-lo) porque contém os elementos secretos de um programa de software que o fazem funcionar. Hackers com acesso ao código-fonte podem usá-lo para realizar ataques subsequentes a outros sistemas.
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A empresa revelou a invasão pela primeira vez em janeiro, dias antes de outra grande empresa de tecnologia, a Hewlett Packard Enterprise, dizer que os mesmos hackers haviam violado seus sistemas de e-mail baseados em nuvem. Ainda não se sabe ao certo as fontes ou os objetivos dos hackers, mas especialistas dizem que o grupo responsável tem um histórico de amplas campanhas de coleta de informações em apoio ao Kremlin.
Com informações da CNN, o grupo de hackers estava por trás da infame violação dos sistemas de e-mail de várias agências dos EUA, usando software fabricado pela empresa norte-americana SolarWinds, que foi revelado em 2020. Os hackers tiveram acesso durante meses a contas de e-mail não identificadas, informações confidenciais dos departamentos de Segurança Interna e Justiça, entre outros órgãos, antes da descoberta da operação de espionagem.
Autoridades dos EUA identificam o grupo de hackers com o serviço de inteligência estrangeiro da Rússia. A Rússia negou o seu envolvimento na operação.
Nos anos que se seguiram ao ataque de 2020, os hackers russos continuaram a invadir empresas de tecnologia como parte das suas campanhas de espionagem, de acordo com autoridades estadunidenses e especialistas privados.
Com base na atividade descrita na sexta-feira, os hackers podem estar usando informações que roubaram da Microsoft “para construir uma imagem das áreas a serem atacadas e melhorar sua capacidade de executar essa ação”, disse a empresa em uma postagem no blog.
Carolina Mota, estagiária sob supervisão de Heloá Canali, coordenadora de Oliberal.com
