Hackers russos invadem sistemas da Microsoft para coleta de informações em apoio ao Kremlin

inda não se sabe ao certo as fontes ou os objetivos dos hackers, mas especialistas dizem que o grupo responsável tem um histórico de amplas campanhas de coleta de informações em apoio ao Kremlin

Carolina Mota

Na última sexta-feira (8), a empresa desenvolvedora de sotwares e recursos tecnológicos Microsoft informou, em uma apresentação para a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA, que hackers russos invadiram sistemas da empresa. A Microsoft acredita que os criminosos tentaram acessar repositórios de código-fonte e sistemas internos.

O código-fonte é cobiçado pelas corporações (e pelos espiões que tentam violá-lo) porque contém os elementos secretos de um programa de software que o fazem funcionar. Hackers com acesso ao código-fonte podem usá-lo para realizar ataques subsequentes a outros sistemas.

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A empresa revelou a invasão pela primeira vez em janeiro, dias antes de outra grande empresa de tecnologia, a Hewlett Packard Enterprise, dizer que os mesmos hackers haviam violado seus sistemas de e-mail baseados em nuvem. Ainda não se sabe ao certo as fontes ou os objetivos dos hackers, mas especialistas dizem que o grupo responsável tem um histórico de amplas campanhas de coleta de informações em apoio ao Kremlin.

Com informações da CNN, o grupo de hackers estava por trás da infame violação dos sistemas de e-mail de várias agências dos EUA, usando software fabricado pela empresa norte-americana SolarWinds, que foi revelado em 2020. Os hackers tiveram acesso durante meses a contas de e-mail não identificadas, informações confidenciais dos departamentos de Segurança Interna e Justiça, entre outros órgãos, antes da descoberta da operação de espionagem.

Autoridades dos EUA identificam o grupo de hackers com o serviço de inteligência estrangeiro da Rússia. A Rússia negou o seu envolvimento na operação.

Nos anos que se seguiram ao ataque de 2020, os hackers russos continuaram a invadir empresas de tecnologia como parte das suas campanhas de espionagem, de acordo com autoridades estadunidenses e especialistas privados.

Com base na atividade descrita na sexta-feira, os hackers podem estar usando informações que roubaram da Microsoft “para construir uma imagem das áreas a serem atacadas e melhorar sua capacidade de executar essa ação”, disse a empresa em uma postagem no blog.

Carolina Mota, estagiária sob supervisão de Heloá Canali, coordenadora de Oliberal.com

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