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Vírus da ‘Doença do beijo’ pode estar ligada à Covid-19; entenda

Sintomas prolongados e casos graves gerados pelo novo coronavírus podem estar associados à fase ativa do vírus Epstein-Barr, causador da mononucleose

O Liberal

O vírus Epstein-Barr (EBV), causador da mononucleose ou “doença do beijo”, é transmitido pela saliva e apresenta sintomas como dor na garganta, febre e mal-estar. Dois novos estudos indicaram que a reativação desse micróbio no organismo pode estar associada também a sintomas mais longos e a um quadro mais grave de Covid-19. As informações são da Revista Galileu.

Essa reativação ocorre quando o EBV começa a fazer cópias de si mesmo, passando da fase inativa do seu ciclo de vida para uma fase ativa. Esse processo é diferente de uma reinfecção, onde a pessoa se recupera completamente da doença inicial e é acometida pelo agente infeccioso novamente.

A primeira pesquisa teve a participação de 185 pessoas com Covid-19. Desses,  um terço teve sintomas de longo prazo, mesmo que no início algumas fossem assintomáticas. Os cientistas fizeram testes para Epstein-Barr nos participantes cerca de 90 dias após eles testarem positivo para o covid-19. Foi descoberto, então, que mais de 95% dos voluntários também haviam contraído o vírus causador da mononucleose, pois apresentavam anticorpos contra ele.

Assim, os pesquisadores indicaram que a reativação do vírus EBV tinha algum papel desencadeador nos casos de Covid-19 prolongada. Uma segunda pesquisa chegou a ser feita em 67 pessoas com Covid-19 de um hospital em Wuhan. Destes, 55,2% apresentaram anticorpos contra o vírus Epstein-Barr. No entanto, os pacientes infectados simultaneamente pelo EBV e pelo coronavírus tiveram que ser tratados com maiores doses de corticosteroides do que infectados somente pelo covid-19. 

Além disso, a infecção pelos dois micróbios foi associada à febre e ao aumento de inflamação, o que reafirma a hipótese de que uma reativação do vírus Epstein-Barr pode estar ligada à gravidade da Covid-19.

 

 

 

 

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