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SAÚDE

Saiba quais são os riscos de compartilhar capacetes em corridas de aplicativo

Com o crescimento exponencial do serviço no Brasil, a preocupação com a segurança e higiene dos passageiros têm se intensificado

Juliana Maia

4 de dezembro de 2024 às 19:30

Serviço oferecido pelas plataformas de transporte tem mais de 800 mil motociclistas parceiros ao redor do Brasil

Serviço oferecido pelas plataformas de transporte tem mais de 800 mil motociclistas parceiros ao redor do Brasil ( Foto: Foto/O Liberal )

O serviço de corridas por aplicativo ganhou mais popularidade com a chegada das motocicletas nas plataformas. São cerca de 800 mil motociclistas parceiros rodando em todo o Brasil. Com apenas um capacete utilizado por vários passageiros ao dia, os usuários deste tipo de transporte devem ficar atentos às condições de higiene do item de proteção.

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Segundo a tricologista Vanessa Rodrigues, a falta de higiene em capacetes pode causar doenças na pele, couro cabeludo e, até mesmo, na barba. A especialista diz que a falta de limpeza no item de proteção pode acarretar infecções causadas por bactérias, fungos e parasitas, como o piolho.

Tricologista Vanessa Rodrigues
Tricologista Vanessa Rodrigues (Foto: Gerlinton Eduardo)

"Você pode ser infectado com piolho usando capacete mal higienizado, assim como as foliculites, as dermatites de contato. Tem as infecções fúngicas e bacterianas, como a tinha capilar, que acomete o folículo piloso provocando até a queda do cabelo pela inflamação no couro cabeludo", explica a profissional.

Além dos problemas listados acima pela tricologista, há ainda os impetigos, pitiríase, sarna e as dermatites irritativas, que provêm de bactérias localizadas no resíduo do suor que se acumula no fundo da espuma que reveste o capacete. 

Estas bactérias conseguem se proliferar mais em ambientes quentes e úmidos, que fornecem as condições ideais para seu crescimento e reprodução. Portanto, o acúmulo destes organismos pode causar irritação na pele, coceira, descamação e vermelhidão tanto na barba quanto no couro cabeludo e na pele. 

Qual o tratamento recomendado em casos de infecção?

Se forem infecções de pele, o mais indicado, segundo a especialista, é procurar um dermatologista. Já no caso de infecções que acometem couro cabeludo e barba, o tricologista deve ser acionado. "Tanto o dermatologista quanto o tricologista vão avaliar qual a origem da infecção - se é por bactéria, fungo ou parasita - para definir o tratamento mais adequado para aquele indivíduo", complementa.

Existe algum material que pode oferecer proteção contra esses microorganismos?

Existem capacetes fabricados com espuma antimicrobiana, o que pode ser uma opção de compra para o profissional que trabalha com estas corridas. Além disso, também existem opções destes itens de proteção com forro e tecido antimicrobianos.

"Os forros dos capacetes fabricados hoje em dia já são removíveis, o que facilita essa higienização. Tem sprays antimicrobianos, que podem ser usados com frequência pra minimizar a proliferação, a infecção cruzada, e também as toucas, tanto reutilizáveis, quanto descartáveis, pra reduzir essa contaminação por contato direto", orienta Vanessa.