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CUIDADOS

No Dia Mundial do AVC, neurologista alerta para cuidados e prevenção

Doença também pode atingir pessoas mais jovens

O Liberal

29 de outubro de 2026 às 08:00

Em qualquer um dos casos, seja AVC isquêmico ou hemorrágico, o cérebro é impedido de receber nutrientes e oxigênio.

Em qualquer um dos casos, seja AVC isquêmico ou hemorrágico, o cérebro é impedido de receber nutrientes e oxigênio. ( Foto: Foto: Freepik )

Popularmente conhecido como derrame, o acidente vascular cerebral (AVC) é uma doença vascular que compromete funções como movimento, fala e visão. Celebrado nesta quinta-feira (29), o Dia Mundial do AVC reforça a importância da prevenção e do reconhecimento dos sintomas para buscar atendimento rapidamente. Embora o risco aumente com a idade, a doença também pode atingir pessoas mais jovens, o que requer cuidado contínuo independentemente da faixa etária.

O AVC ocorre quando uma artéria que leva sangue ao cérebro é obstruída, caracterizando o tipo isquêmico, ou quando um vaso se rompe e provoca um sangramento, chamado AVC hemorrágico. Entre as causas, estão coágulos e placas que bloqueiam a circulação. No caso hemorrágico, a pressão alta descontrolada e a ruptura de aneurismas estão entre as principais causas.

“A interrupção da circulação ou o sangramento podem lesar áreas do cérebro responsáveis por diferentes funções. Por isso, o AVC pode provocar desde dificuldade para falar até perda de movimentos. Quanto mais rápido o atendimento, maiores são as possibilidades de limitar esses danos”, explica o médico neurologista Antônio de Matos.

Sintomas

Os sinais costumam aparecer de forma súbita. Além da boca torta, da fraqueza em um lado do corpo e da alteração na fala, podem surgir perda de visão, desequilíbrio ou dor de cabeça muito intensa e diferente do habitual. Diante de uma suspeita, deve-se ligar imediatamente para o SAMU, pelo 192, e informar quando os sintomas começaram. Se a pessoa acordou com as alterações, é importante dizer o último horário em que estava bem. Não se deve oferecer água ou medicamentos por conta própria.

“Não é necessário ter certeza de que é um AVC para pedir socorro. A suspeita já exige atendimento de emergência. A família pode ajudar ao reconhecer os sinais e informar o horário de início, um dado importante para definir o tratamento”, destaca Antônio de Matos.

No hospital, exames de imagem, como a tomografia, ajudam a identificar o tipo de AVC. No isquêmico, pacientes que atendem aos critérios médicos podem receber um medicamento para dissolver o coágulo ou passar por uma trombectomia, procedimento por cateter para removê-lo. As possibilidades dependem do tempo de evolução e da avaliação clínica. 

No hemorrágico, o tratamento busca controlar o sangramento e suas consequências, podendo exigir cuidados intensivos e cirurgia. Após a fase aguda, a reabilitação e o acompanhamento médico são fundamentais para a recuperação e a prevenção de novos episódios.

Como prevenir?

Hipertensão, diabetes, colesterol elevado, tabagismo, obesidade e sedentarismo aumentam o risco de AVC. O acompanhamento dessas condições, associado à alimentação saudável e à prática regular de atividade física, faz parte da prevenção. Embora o risco aumente com a idade, a doença também pode atingir pessoas mais jovens.

“A pressão alta pode evoluir sem sintomas, e isso faz com que muitas pessoas deixem de acompanhar ou interrompam o tratamento. A prevenção exige cuidado contínuo, com consultas, uso correto dos medicamentos prescritos e hábitos que protejam a saúde vascular”, orienta o neurologista.