Menina de 5 anos faz quimioterapia desnecessária após receber diagnóstico errado
O diagnóstico certo da pequena Faye Condon foi descoberto apenas 7 anos depois do erro médico
A inglesa Christina Condon, de 36 anos, estava vivendo sua vida normalmente quando descobriu que sua filha Faye Condon foi diagnosticada com uma doença autoimune denominada dermatomiosite juvenil (DMJ). Após os resultados dos exames, a criança começou a fazer o tratamento com quimioterapia durante cinco meses até descobrir que, na verdade, ela havia sido diagnosticada incorretamente pelos médicos.
Segundo a mãe da jovem, os sintomas começaram com dores no quadril. “Primeiramente, levei-a ao médico por causa de dores no quadril e incapacidade de suportar peso, e sabíamos que algo estava errado, mas os médicos não conseguiam ver o que eu, como mãe, conseguia ver. Ela não conseguia andar 200 metros até a escola, caía do nada, eu tive que gravar vídeos e tirar fotos para provar", disse Christina Condon.
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A mãe não acreditou no diagnóstico da doença
Logo que recebeu o diagnóstico da doença autoimune, a mãe de Faye Condon, de apenas cinco anos, não acreditou nos resultados, porque os sintomas iniciais da filha eram apenas dores e dificuldades para correr e pular, diferentes dos exames iniciais. Com a pulga atrás da orelha, Christina decidiu ir até o Hospital Infantil de Bristol, no sudoeste da Inglaterra, para realizar outros exames, mas estes não foram realizados.
Desse modo, após cinco meses de sessões de quimioterapia, injeções domiciliares e diversos efeitos colaterais, Christina a levou até outra unidade de saúde, o Hospital Derriford, que a encaminhou para o Great Ormond Street Hospital. Foi então que, somente sete anos depois do erro médico, elas conseguiram o diagnóstico correto para a jovem: distrofia muscular de Emery-Dreifuss (EDMD, sigla em inglês).
Ao receber o resultado, a mãe da adolescente, que agora tem 12 anos, abriu um processo contra o Hospital Infantil de Bristol e criou uma conta no GoFundMe para ajudar nos custos do novo tratamento. “Se tivéssemos recebido o diagnóstico correto há sete anos, quando Faye ainda conseguia andar, poderíamos ter saído de férias e nos divertido mais com ela antes que precisasse usar cadeira de rodas”, ressaltou.
(Victoria Rodrigues, estagiária de Jornalismo, sob supervisão de Vanessa Pinheiro, editora web em Oliberal.com)
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