Distúrbios do sono são principais sinais de burnout, alerta o psiquiatra Kleber Oliveira

No Lib Talks, médico psiquiatra ressaltou riscos da automedicação com álcool e cannabis, defendendo o uso de terapias complementares no tratamento

Gabriel da Mota
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A "epidemia" de burnout digital foi o tema de abertura do Lib Talks 2026, promovido pelo Grupo Liberal em Belém. O médico psiquiatra e professor universitário Dr. Kleber Oliveira participou do encontro nesta quinta-feira (15) e alertou para as manifestações clínicas dos transtornos mentais. De acordo com o especialista, os problemas de sono são as queixas mais frequentes no consultório, servindo como um sinal de alerta para quadros de ansiedade e depressão.

Oliveira chamou a atenção para o comportamento perigoso de pacientes que tentam aliviar o sofrimento por conta própria. O uso de substâncias como álcool, cannabis ou medicamentos controlados — como os benzodiazepínicos obtidos com parentes — pode mascarar os sintomas reais e agravar a condição psíquica. O médico enfatizou que a abordagem farmacológica correta deve ser feita por profissionais, visando tratar a raiz da síndrome e não apenas seus efeitos imediatos.

"O que a gente mais encontra na prática clínica são os distúrbios de sono associados ou a quadros ansiosos ou quadros depressivos. Mas é possível também que nós tenhamos o uso de substâncias psicoativas para poder relaxar. Então, aí entra o álcool, entra o uso da cannabis, ou mesmo o uso indevido de benzodiazepínicos, que são medicamentos, mas que a pessoa consegue com um parente e usa sem prescrição. Isso é um risco enorme para o tratamento adequado da síndrome", advertiu Oliveira.

image Kleber Oliveira, psiquiatra e professor universitário (Carmem Helena / O Liberal)

Terapias complementares auxiliam no equilíbrio emocional

Para o Dr. Kleber Oliveira, o tratamento da saúde mental em 2026 deve ser integrativo, unindo a medicina tradicional a hábitos de vida saudáveis. Ele destacou que a ciência já comprova a eficácia de pilares como a atividade física regular, a nutrição balanceada e a prática de meditação ou mindfulness. Esses elementos funcionam como suportes vitais para a recuperação de pacientes em esgotamento, oferecendo o silêncio e a reflexão necessários em um mundo hiperconectado.

O psiquiatra reforçou que a espiritualidade ou a prática religiosa também são aliadas importantes no processo de cura, desde que respeitem a individualidade do paciente. "A gente tem estudos que mostram o complemento das terapias tradicionais. Atividade física, questão nutricional, meditação, a questão religiosa ou espiritualidade. O momento de você ficar quieto também, de ter um momento de reflexão teu, de silêncio, o mindfulness. Terapias baseadas nessas práticas são fundamentais para o equilíbrio", concluiu o médico.

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