Câncer entre sobreviventes do 11 de Setembro aumenta 900% em 10 anos; entenda
Programa de Saúde do World Trade Center já registrou 57.044 diagnósticos entre socorristas e sobreviventes dos ataques
Os casos de câncer entre participantes do Programa de Saúde do World Trade Center aumentaram 912% na última década. Até junho, 57.044 pessoas haviam sido diagnosticadas com a doença. A iniciativa acompanha socorristas e sobreviventes afetados pelos ataques de 11 de Setembro de 2001.
Após o desabamento das Torres Gêmeas, uma nuvem de poeira e resíduos tóxicos se espalhou pelo sul de Manhattan, bairro de Nova York (EUA). Incêndios que permaneceram ativos por meses também liberaram fumaça e substâncias associadas a problemas respiratórios e diferentes tipos de câncer. Segundo o programa, mais de 600 integrantes do Corpo de Bombeiros de Nova York e mais de 450 policiais morreram em decorrência de enfermidades associadas ao trabalho realizado após os ataques.
Programa de saúde
Criado em 2010 pelo Congresso dos Estados Unidos, o Programa de Saúde do World Trade Center oferece tratamento a socorristas e sobreviventes dos ataques em Nova York, no Pentágono, localizado no Condado de Arlington, na Virgínia, e em Shanksville, na Pensilvânia.
O crescimento mais expressivo aparece entre os diagnósticos de câncer. Na última década, o número de participantes do programa diagnosticados com a doença aumentou 912%, de acordo com dados divulgados pelo próprio Programa de Saúde do World Trade Center.
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Até junho, 57.044 participantes haviam recebido diagnóstico de câncer. O aumento, no entanto, não significa necessariamente que a incidência da doença tenha crescido na mesma proporção entre todos os expostos aos ataques.
O número de participantes passou de cerca de 60 mil no primeiro ano para aproximadamente 154 mil em 2026. O crescimento dos diagnósticos de câncer pode estar relacionado ao tempo necessário para o desenvolvimento de alguns tipos da doença e ao aumento do número de pessoas cadastradas.
Outros problemas
Além do câncer, os participantes apresentam casos de asma, sinusite crônica e doenças respiratórias. Problemas de saúde mental, como transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) e depressão, também estão entre as condições registradas pelo programa.
(*Gabrielle Borges, estagiária de jornalismo sob supervisão de Vanessa Pinheiro, editora web de OLiberal.com)
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