Anvisa determina apreensão de lote falsificado de hormônio do crescimento; veja detalhes
Com a decisão, ficam proibidas a comercialização, distribuição e utilização de qualquer unidade associada ao lote investigado
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão e a proibição da comercialização, distribuição e uso de um lote falsificado do medicamento Criscy, comumente utilizado para tratamentos de crescimento. A medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (15) e tem efeito imediato em todo o território nacional. A decisão atinge o lote 22030133, identificado no mercado com características incompatíveis com o produto original registrado no Brasil.
O que levou à proibição do lote?
De acordo com a Anvisa, a irregularidade foi comunicada pela própria fabricante, a Cristália Produtos Químicos Farmacêuticos Ltda., responsável pelo registro do medicamento. A empresa informou ter identificado unidades circulando no mercado com informações divergentes das oficiais.
Entre as inconsistências encontradas estão datas de fabricação e validade diferentes das registradas no produto original. Além disso, o número do lote informado nas embalagens não corresponde a nenhum lote válido do medicamento fabricado pela empresa. Diante das evidências apresentadas, a agência reguladora concluiu que se trata de um caso de falsificação.
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Medida é preventiva e busca proteger pacientes
Com a decisão, ficam proibidas a comercialização, distribuição e utilização de qualquer unidade associada ao lote investigado. A Anvisa também determinou a apreensão imediata dos produtos encontrados no mercado.
Segundo o órgão, o material é atribuído a uma empresa não identificada, sem registro de CNPJ, o que reforça a irregularidade e a ausência de garantia quanto à procedência, qualidade e segurança do medicamento. A medida tem caráter preventivo e busca evitar que pacientes façam uso de um produto sem controle sanitário, fabricado fora dos padrões exigidos pela legislação brasileira.
A Anvisa orienta que profissionais de saúde e estabelecimentos farmacêuticos redobrem a atenção na verificação de lotes e procedência dos medicamentos antes da dispensação ao consumidor final.
(*Gabrielle Borges, estagiária de jornalismo sob supervisão de Felipe Saraiva, editor web de OLiberal.com)
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