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SAÚDE

Anvisa aprova mais cinco novas canetas para diabetes e obesidade; veja quais são

A aprovação de novos medicamentos amplia as opções disponíveis para pacientes e profissionais de saúde

Gabrielle Borges

29 de outubro de 2026 às 10:06

Imagem Ilustrativa

Imagem Ilustrativa ( Foto: FOTO: STEFAMERPIK / FREEPIK )

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou cinco novas canetas injetáveis à base de liraglutida e semaglutida, substâncias utilizadas no tratamento da diabetes tipo 2 e no controle da obesidade. As autorizações foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU) nesta quinta-feira (29). Do total, três medicamentos são destinados ao tratamento da diabetes e dois ao controle do peso.

Com os novos registros, o Brasil chega a 20 canetas dessa classe de medicamentos aprovadas pela agência em 2026. A ampliação do número de produtos autorizados pode aumentar a concorrência entre fabricantes, mas ainda não há previsão para o início das vendas nem informações sobre os preços que serão praticados.

Quais são as cinco novas canetas aprovadas pela Anvisa?

As novas autorizações envolvem três medicamentos à base de liraglutida e dois de semaglutida. Os produtos têm indicações específicas, que devem ser observadas de acordo com o registro sanitário concedido pela Anvisa.

Canetas indicadas para diabetes

  • Aribet (liraglutida):O medicamento foi registrado pela Farma Vision Importação e Exportação de Medicamentos e tem fabricação da empresa indiana Biocon.
  • Embeltah (semaglutida): O registro foi concedido à Dr. Reddy's Farmacêutica do Brasil. O produto é fabricado pela indiana OneSource Specialty.
  • Sevema (semaglutida): Registrado pelo Aché Laboratórios Farmacêuticos, o medicamento também tem fabricação da OneSource Specialty.

Canetas indicadas para obesidade

  • Lyrza (liraglutida): O produto foi registrado pela Farma Vision e é fabricado pela Biocon. A indicação é o controle do peso, associado à prática de exercícios físicos e a mudanças na alimentação.
  • Wylovol (liraglutida): Também registrado pela Farma Vision e fabricado pela Biocon, o medicamento é indicado para o controle do peso em conjunto com atividade física e alimentação adequada.

Embora alguns desses medicamentos utilizem o mesmo princípio ativo, as indicações terapêuticas e os esquemas de tratamento podem variar. Por isso, a aprovação de uma caneta para diabetes não significa que ela também esteja autorizada para o tratamento da obesidade.

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Novas canetas podem ficar mais baratas?

A aprovação de novos medicamentos amplia as opções disponíveis para pacientes e profissionais de saúde e pode estimular a concorrência no mercado farmacêutico brasileiro.

No entanto, o registro sanitário não significa que os produtos estarão imediatamente à venda nas farmácias. As empresas ainda não divulgaram as datas de lançamento nem os preços de comercialização das cinco canetas.

A entrada de novos concorrentes pode contribuir para mudanças nos preços, mas uma redução não é garantida. O resultado dependerá da chegada efetiva dos medicamentos ao mercado, da estratégia comercial dos fabricantes e do nível de concorrência entre as empresas. No Brasil, os preços máximos dos medicamentos são regulados pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).

Venda de canetas exige receita médica

A comercialização de medicamentos agonistas do receptor de GLP-1 no Brasil exige receita médica, que deve ser retida pela farmácia. A regra foi adotada pela Anvisa em 2025 diante da preocupação com o uso desses produtos sem acompanhamento profissional adequado.

A exigência busca reforçar o controle sobre a venda e incentivar o uso seguro dos medicamentos, que devem ser administrados conforme orientação médica.

(*Gabrielle Borges, estagiária de jornalismo sob supervisão de Felipe Saraiva, editor web de OLiberal.com)