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Conheça o Tarubá, bebida indígena que anima o Sairé

Você sabia que existe uma bebida alcoólica originária do povo indígena, à base da mandioca que é usada para alegrar as festas regionais? Ela existe e é chamada de Tarubá.

Ândria Almeida

No início do festival do Sairé desse ano, realizado na vila balneária de Alter do Chão, foram distribuídos 2 baldes de 80 litros, cada, do Tarubá durante o rito religioso das buscas dos mastros mata adentro.

Tradicionalmente, a  bebida é servida dentro do barco que faz o cortejo até a floresta ao redor do Lago Verde enquanto os personagens que compõem o rito religioso, acompanham os ritos de acolhimentos de cantorias feitos pela folia, grupo que canta e toca instrumentos. Após chegar na  floresta,  dois troncos de árvores são retirados e levados até a praia do Cajueiro em catraias, onde permanecem até o dia do início da festa, quando são levados para a praça onde ocorre o festejo. A bebida também é servida no encerramento do Sairé, que acontece  quando os mastros são derrubados.

Ana Maria Pinho, segunda secretária da coordenação do Sairé, explica que o Tarubá é uma bebida à base da mandioca que era usada nos puxiruns [trabalhos coletivos] de colheita ou trabalho na roça, o líquido era consumido no final da atividade, a bebida era ofertada junto com um almoço por conta do dono do puxirum.

Ela explica ainda que por haver um processo de fermentação no processo de preparo da bebida, ela é alcoólica e pode embriagar os que a consomem sem cuidado.

“Se você for atrás da doçura, você fica bêbado”, alertou.

Ana completa dizendo que “a festa só está completa para a gente se tiver o nosso tarubá”, contou.

A bebida tem um gosto bastante peculiar e único, é uma mistura de azedinho, que não chega a incomodar, e um doce suave que fica leve no paladar.

Teor alcoólico da bebida depende de seu grau de fermentação (Ândria Almeida)

Produção

O líquido fermentado era feito originalmente pelos povos indígenas e também era utilizado como um meio de socialização entre as pessoas das tribos.

Ana ainda revela que o processo de produção da bebida dura semanas. “Nesse período tem a colheita, depois a mandioca é ralada, colocada em uma cama, eles chamam assim a superfície onde ela descansa para fermentar, e recebe a mistura das ervas para o preparo”, detalhou.

Como o processo é artesanal, o teor alcoólico do tarubá pode variar de acordo com as etapas da produção, principalmente o tempo de fermentação.

Além de ser consumida atualmente no Sairé, ela também é encontrada em momentos específicos em Alter do Chão ao longo do ano, também sendo utilizada em festivais de tribos tradicionais da região.

Santarém
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