Sistema Faepa/Senar faz do Pará líder mundial do cacau

Objetivo é capacitar produtores locais para elevar os índices da indústria no Estado

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A Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) marcaram presença na XIV Feira da Indústria do Pará (FIPA), com um estande que apresentou aos visitantes o processo de produção do chocolate, da colheita do cacau à produção da barra, o conceito “bean-to-bar”. Em um projeto ambicioso, o Sistema Faepa/ Senar pretende transformar o Pará no maior produtor de cacau do mundo.

O estande na FIPA demonstrou na prática como alterações simples na colheita e processamento das amêndoas de cacau podem levar a um chocolate singular e de qualidade superior.

(Fernando Sette)

No último dia de Feira, mais de 200 participantes presenciaram uma palestra com a consagrada chocolatier brasileira Mirian Rocha sobre o manejo de cacau ao chocolate. Ela retornou ao Brasil após 12 anos na Europa estudando confeitaria e se especializando em chocolate e confessa sua preferência pelo cacau produzido no Pará. “O sabor é mais delicado, tem um diferencial, sim. É o cacau que eu escolhi para trabalhar”, contou.

Mirian participará da aplicação do projeto, que criará seis escolas-indústria ainda em 2019, nos munícipios de Altamira, Cametá, Castanhal, Igarapé Miri, Medicilândia, área com maior produção de cacau; e uma escola móvel para atender os municípios da região bragantina, metropolitana, Vale do Acará e região do Tocantins.

Todas as ações são ofertadas de forma gratuita e o produtor que tiver destaque no treinamento terá acesso às linhas de financiamento de baixo custo, criadas pelo Governo do Estado.

Há onze anos, o Sistema Faepa/Senar lançou o Projeto Preservar, quando disse à sociedade brasileira que o Pará seria o maior produtor de cacau do Brasil, o que se concretizou quatro anos atrás. “Agora estamos lançando nosso próximo desafio, que é ser o maior produtor de cacau do mundo. Temos área, água e clima estável, ninguém tem isso no mundo. Se nós paraenses aproveitarmos nossas potencialidades, vamos ser protagonistas na transformação social da sociedade e na produção de alimentos”, afirmou o presidente da Faepa, Carlos Xavier.

Atualmente, 99% das amêndoas de cacau produzidas no Pará são processadas em outras regiões. A ideia é fomentar a criação de 250 pequenas indústrias no Estado para fabricar chocolate, aproveitando o cacau de excelente qualidade. A meta é aproveitar 66% da produção, verticalizando o produto no Pará, criando emprego e renda.

“É um projeto inovador, sendo o primeiro do Senar em nível nacional. Por isso, nosso principal objetivo é incentivar o produtor rural a receber conhecimento, e com o isso também impulsionar o desenvolvimento do agronegócio no Estado”, destacou o superintendente do Senar, Walter Cardoso.

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