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Imersão prática traz mais confiança aos alunos de enfermagem

Vivência na rotina de unidades de saúde, em contato direto com os pacientes, contribuem para o aprendizado durante a graduação

Jamille Reis

Existem diversas situações no dia a dia de uma unidade de saúde que ultrapassam os limites da ciência e só podem ser sentidas na prática. Quando se trata da atuação de enfermeiros, profissionais que lidam diretamente e diariamente com os pacientes, esse processo é ainda mais intenso. É o que afirma Gabriel Maia, aluno do curso de enfermagem.

"Tinha uma ideia totalmente diferente do curso, mais voltada para a ciência, e me surpreendi muito, positivamente. Sabia que a profissão envolvia carinho e amor, com o cuidar, mas, na prática, pude perceber que vai muito além. Até uma conversa que temos com o paciente faz parte do processo de análise", afirma o acadêmico de 19 anos, que cursa o terceiro semestre no Centro Universitário Fibra. 

Ele conta que a experiência prática desde os primeiros semestres da graduação é um diferencial que, na sua visão, o deixa a um nível muito mais elevado. "Poderia aprender somente a teoria, mas o nosso curso é sobre lidar com pessoas, então sem dúvidas esse contato próximo é essencial", afirma o jovem. 

Acadêmicos utilizam bonecos para realização de procedimentos durante o curso no Centro Universitário Fibra (Divulgação)

Gabriel sempre teve em mente que atuaria na área da saúde e, após presenciar os cuidados dos profissionais de enfermagem com seu pai, que teve leucemia em 2015, decidiu seguir a carreira. "Pra mim a enfermagem representa o cuidado com o próximo, o amor, e tudo aquilo de bom que podemos oferecer. Eu tive a oportunidade de presenciar tudo isso durante o tratamento do meu pai, que infelizmente veio a falecer. Ele me incentivou muito e ver todo a dedicação dos profissionais me impulsionou ainda mais a escolher este caminho", relata. 

Apesar de ainda está no terceiro período do curso, Gabriel já possui experiências que vão marcar sua trajetória profissional. O aluno, que já havia começado a acompanhar a rotina de profissionais no Hospital Metropolitano, foi convidado para participar da campanha de vacinação da covid-19. "Quando soube da possibilidade de participar fiquei muito instigado. Querendo ou não, estamos participando de um momento que histórico", pontua ele, que dedica dez horas diárias no posto de vacinação. "É cansativo, são muitas horas, mas também é muito especial receber a gratidão dos idosos neste momento tão delicado em que passamos. Está sendo uma experiência única", completa. 

Gabriel Maia, aluno do curso de enfermagem (Arquivo pessoal)

Aulas práticas dão mais segurança aos acadêmicos

De acordo com Nathalie Mendes, enfermeira e professora da Fibra, treinar as habilidades durante o curso é fundamental para a atuação profissional, por isso as atividades práticas, desde os laboratórios até a presença nas unidades de saúde, devem ser priorizadas. Segundo ela, a partir do segundo semestre os alunos passam a ter esse contato, por meio de aulas de biossegurança, que são técnicas de laboratório, entre elas higienização. 

Professora Nathalie Mendes com os alunos no laboratório (Divulgação)

"A profissão é muito imersa na prática e, quando a gente experimenta antes, vivência, a gente consegue registrar na memória e ter essa habilidade com o outro. Na hora de escolher uma instituição de ensino, a qualidade dos laboratórios e a presença de programas que levem o aluno durante todo o curso para a prática, devem ser levados em consideração", pontua Nathalie, que dá aulas de centro cirúrgico e saúde do idoso. 

A docente explica que a partir do quarto semestre os acadêmicos passam a aprender procedimentos como fixação de sondas (inicialmente nos bonecos), injetáveis, aplicação intravenosas, intramusculares, treinamento de paramentação e desparamentação cirúrgica, noção de instrumentação, entre outras. 

"Para termos uma ideia, existem caixas instrumentais cirúrgicas com 100 pinças. Então eles precisam aprender os tipos, nomes, função, manuseio. Na graduação, eu tinha muito medo de fazer procedimentos no paciente, e quando você tem essa oportunidade de treinar sequência com as técnicas e habilidades no boneco, por exemplo, é um passo muito importante, que dá mais segurança", destaca Nathalie.

Natanne Carla Miranda destaca que a experiência prática lhe abriu oportunidades de trabalho após a graduação (Divulgação)

Com um ano de formada, a enfermeira Natanne Carla Miranda, de 27 anos, conta que a experiência prática, durante o curso, lhe abriu grandes oportunidades. Ela foi convidada para ser preceptora do ambulatório do Centro Universitário Fibra, atuando como profissional na instituição de ensino. 

"Me senti segura justamente pelas práticas dentro do curso na Fibra. Não tive medo de ir para o mercado de trabalho, pois passei por vários âmbitos durante os cinco anos de curso", diz a egressa, que agora se dedica a pós-graduação em UTI adulto e neonatal e também está na linha de frente na campanha de vacinação da covid-19. 

Para a enfermeira, apesar das aulas e experiências práticas serem supervisionadas, é uma oportunidade de auxiliá-las com a teoria de forma eficaz. Entre os momentos que marcaram sua trajetória na graduação estão consultas com bebês e grávidas. "A gente estuda nos livros, mas não faz ideia do que é na prática uma consulta de enfermagem com bebês, por exemplo", pontua Natanne, que define a profissão como o coração do sistema de saúde. 

"Um enfermeiro é a alma de qualquer âmbito na saúde de uma pessoa, desde o nascimento até a morte, o cuidado perpetua durante todas as fases da vida", afirma. 

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