Acessar
Alterar Senha
Cadastro Novo

Dia do Farmacêutico homenageia profissionais e ressalta importância da profissão

Comemorado neste sábado, 25, data reforça a contribuição dos farmacêuticos para a saúde e bem-estar e, sobretudo, na atuação durante a pandemia

O Conselho da Federação Internacional Farmacêutica (FIP) instituiu o Dia Mundial do Farmacêutico, celebrado em 25 de setembro, com objetivo de promover o ofício dos farmacêuticos e destacar a importância desses profissionais para a saúde pública. A definição ocorreu no dia 28 de agosto de 2010, durante um congresso realizado em Istambul, na Turquia. Uma outra data, o dia 20 de janeiro, homenageia especificamente os profissionais que atuam em território brasileiro.

Para compreender a importância de celebrar a data comemorativa é necessário entender como surgiu a profissão de farmacêutico. A história conta que tudo começou com os antigos boticários e apotecários, que eram pessoas que trabalhavam com utilização de medicamentos e na elaboração de novos fármacos para tratamentos de doenças, além da produção de perfumes. Esses especialistas chegavam a substituir os médicos, em algumas ocasiões, que na época eram raros. Em muitos casos, essa era a única chance de vida àqueles que não possuíam acesso aos hospitais.

Profissionais podem atuar em drogarias, mas também em farmácias com manipulação, homeopatia, análises clínicas e perícia criminal, assim como na farmácia hospitalar e na saúde pública (Divulgação)

No Brasil, a profissão foi criada durante o século XVI. No começo, todos os remédios vinham de navios que partiam da Europa, no entanto, algumas vezes, os produtos eram roubados por piratas que saqueavam os pertences e mercadorias dessas embarcações. Por causa disso, os jesuítas - padres que pertenciam à Companhia de Jesus, uma ordem religiosa vinculada à Igreja Católica - tornaram-se boticários devido uma questão de necessidade e também porque suas escolas possuíam uma diversidade de plantas medicinais que podem ser utilizadas na cura de várias doenças. A atividade passou a ser legalizada no ramo comercial em 1640.

Ao longo dos anos, houve uma evolução na formação de farmacêutico no país e, em 1839, a primeira Escola de Farmácia foi fundada na cidade de Ouro Preto, no Estado de Minas Gerais. Já no ano de 1916, surgiu a Associação Brasileira de Farmacêuticos (ABF), no Rio de Janeiro, que visava unir os profissionais de todas as regiões do Brasil. No entanto, foi a partir de 1950, que a população começou a usufruir dos serviços das farmácias e da qualificação do farmacêutico.

Expansão

Na atualidade, mais de 100 áreas de atuação estão regulamentadas pelo Conselho Federal de Farmácia (CFC). Ou seja, os farmacêuticos podem trabalhar não apenas nas drogarias, mas também em farmácias com manipulação, homeopatia, análises clínicas e perícia criminal, assim como na farmácia hospitalar e na saúde pública, entre outras esferas. A necessária e fundamental participação desses trabalhadores nesses lugares revelam o quanto o profissional é importante à sociedade.

Profissional é fundamental em várias áreas da saúde

Sharlene Barbosa, coordenadora farmacêutica da rede de farmácias Reinafarma, destacou a importância dos farmacêuticos, sobretudo em tempos de pandemia do coronavírus, já que esses trabalhadores estiveram na linha de frente no combate à covid-19. “Em meio à pandemia, houve uma corrida da ciência em busca de uma solução para a covid-19. Dentre os profissionais de saúde que destacamos a importância nesta batalha está o farmacêutico. Eles estão presentes, não somente na pandemia, na área hospitalar, em laboratórios, na logística, na indústria, na gestão de diversos negócios, na pesquisa de vacinas, inclusive de medicamentos”, ressaltou.

Sharlene Barbosa, coordenadora da Reinafarma, fala da batalha contra a covid (Arquivo pessoal)

“O farmacêutico não é apenas a pessoa que entrega o medicamento, ele é um profissional de saúde de fácil acesso, onde presta o atendimento ao paciente, no acompanhamento, consulta e realiza exames em farmácias, que deixaram de ser apenas um ponto de venda de medicamentos. Sempre atento a orientar sobre os riscos do uso de medicação errada, fake News sobre tratamentos milagrosos, além de também realizarem testes de detecção da covid e aplicação de vacina”, evidenciou a coordenadora.

CONSELHO

O presidente interino do Conselho Regional de Farmácia do Pará (CRF) e conselheiro federal pelo Estado do Acre, Romeu Cordeiro, parabenizou os profissionais e reforçou a importância dos farmacêuticos no enfrentamento à covid-19. Ele afirmou que a data tem como objetivo promover a valorização da profissão farmacêutica no mundo e destacar a importância destes profissionais para a saúde da população.

Romeu Cordeiro, presidente do Conselho Regional de Farmácia (Ascom CFF)

“São mais de seis mil farmacêuticos em todo o Estado do Pará. Seis mil vidas que lutam contra a maior doença do último século. Seis mil histórias que precisam ser contadas. Que nesse dia cada farmacêutico se lembre das suas lutas e suas conquistas ao longo dessa jornada, que se orgulha do profissional ímpar que é indispensável à sociedade. Nós, do CRF, gostaríamos de parabenizar todos os farmacêuticos do Estado e dizer que nos orgulhamos dos profissionais que fazem a diferença no mundo. Seguimos trabalhando arduamente para garantir sua valorização e presença em cada estabelecimento de saúde, com segurança e respeito”, disse Romeu Cordeiro.

Conselho Federal de Farmácia tem mais de 100 atuações regulamentas para a profissão (Divulgação)

Áreas de atuação vão além do balcão das drogarias 

A graduação em Farmácia possibilita o acesso a mais de 100 setores de carreiras regulamentados pelo Conselho Federal de Farmácia (CFC). O farmacêutico vê o seu leque de opções se expandir, bem como o mercado de trabalho.

Engana-se quem acredita que os profissionais farmacêuticos estão limitados a atuarem somente atrás dos balcões das drogarias, orientando os clientes desses estabelecimentos sobre o uso de medicamentos. A graduação em Farmácia possibilita o acesso a mais de 100 áreas de carreiras regulamentadas pelo Conselho Federal de Farmácia (CFC). Os principais campos de atuação são: drogarias, farmácias de manipulação, farmácias da rede pública; indústria farmacêutica, cosmética e de alimentos; análises clínicas e toxicológicas; e pesquisa clínica.

Drogarias 

Provavelmente, quando se fala na profissão de farmacêutico, a primeira imagem que surge na lembrança da maioria das pessoas seja a do profissional que trabalha nas drogarias. A Lei 13.021 reforçou a obrigatoriedade da presença de um farmacêutico nas farmácias, durante todo o horário de expediente. Com a norma, as farmácias deixaram de ser somente estabelecimentos comerciais e passaram à condição de prestadoras de serviços de assistência à saúde.

A mudança fez com que aumentasse bastante a oferta de trabalho e garantiu mercado a este profissional. Além de supervisionar e orientar o processo de compra de medicamentos e demais produtos, os farmacêuticos passaram a realizar outras tarefas como medir pressão, glicemia, aplicar soro e vacinas estão entre os exemplos de serviços que a norma autoriza que sejam realizados nas drogarias.

Outra função que cabe aos farmacêuticos é notificar os profissionais de saúde, órgãos sanitários e o laboratório industrial sobre efeitos colaterais, reações adversas, intoxicações e dependência de medicamentos. Também é obrigatória a presença de farmacêuticos nas farmácias de manipulação, farmácias da rede pública e hospitalares.

Farmácia de manipulação

Nas chamadas farmácias magistrais, o farmacêutico é o especialista responsável por transformar os produtos fabricados nos próprios estabelecimentos. Para atuar neste campo, é necessário ter mestrado em manipulação magistral. É importante destacar que os medicamentos manipulados são fabricados de maneira quase artesanal. Desta forma, o farmacêutico principal tem a responsabilidade de pesar os sais aplicados nos medicamentos, misturar compostos, desenvolver pesquisas, combinar fórmulas, encapsular, entre outras atividades. Para Marcelo Brasil do Couto, responsável pela coordenação farmacêutica da Reinafarma, a farmácia de manipulação tem como principal diferencial a personalização do tratamento. O especialista, que há 18 anos trabalha na área de manipulação magistral, explica um pouco sobre a questão dos benefícios ou diferenciais dos medicamentos manipulados. 

Marcelo Couto destaca o diferencial das farmácias de manipulação, onde o atendimento é personalizado (Arquivo pessoal)

“O medicamento é feito sob medida para aquele paciente. Seja a dose ou a forma farmacêutica, que pode ser cápsula, creme, comprimido, chocolate, xarope, entre outros. Existe a possibilidade de unir em um mesmo medicamento vários outros que o paciente faz uso. Nessa modalidade o desperdício também é evitado e com isso os custos do tratamento são menores”, afirma o farmacêutico.

Rede pública

São as farmácias dos governos federais, estaduais e municipais. Neste campo, os profissionais possuem uma importante tarefa de promover a Assistência Farmacêutica no Sistema Único de Saúde (SUS). Os farmacêuticos que atuam na rede pública estão envolvidos desde a compra de remédios até o seu correto descarte, e têm importante função de gerenciadores destas farmácias.

Indústria farmacêutica, de comésticos e alimentos

Nesta área de atuação, os farmacêuticos participam dos processos de pesquisa, produção, desenvolvimento e controle da qualidade dentro da indústria farmacêutica, mas também podem fazer nas indústrias de cosméticos e de alimentos, algo que muitas pessoas desconhecem.

Análises clínicas e toxicológicas

Já neste outro campo, os farmacêuticos também poderão trabalhar com a realização de análises clínicas, tais como os exames de urina, sangue e fezes; além de toxicológicas, como por exemplo, a ambiental, animal, desportiva forense, entre outras.

Pesquisa clínica

Os princípios da farmácia clínica são desempenhados continuamente pelos farmacêuticos na pesquisa clínica. Desta forma, os profissionais têm que desenvolver ações para prevenção, identificação e notificação de incidentes, entre eles, eventos adversos, e queixas técnicas relacionadas aos remédios.

Lei 13.021 fez as farmácias passaram a ser reconhecidas como estabelecimentos de saúde e o farmacêutico recuperou a sua autoridade técnica (Divulgação)

Cursos superiores aumentam a confiança

As universidades com graduação em Farmácia são consideradas principais alicerces para formação de profissionais especializados 

Com os avanços conquistados pelos farmacêuticos nos últimos anos, a categoria de profissionais comemora o Dia Internacional do Farmacêutico, celebrado em 25 de setembro, e destaca como foram os processos que levaram à conquista da confiança da sociedade nesses profissionais de saúde. A formação de universitários, dentro dos cursos superiores, é considerada como um dos principais alicerces para os novos especialistas da área. 

O farmacêutico Alexandre Ledel, mestre em Genética, explica que em 2014, com a aprovação da Lei 13.021, as farmácias passaram a ser reconhecidas como estabelecimentos de saúde e o farmacêutico recuperou a sua autoridade técnica e passou a prestar serviços voltados para a área clínica, ou seja, para o cuidado à saúde das pessoas.

Ele conta que, consequentemente, com as resoluções 585 e 586 do Conselho Federal de Farmácia (CFF), o exercício profissional da categoria ganhou força. “Elas tratam, respectivamente, das atribuições clínicas do farmacêutico e da prescrição farmacêutica, estabelecendo normativas para que o trabalhador dessa área atue com liberdade e de acordo com suas prerrogativas”, disse Alexandre.

Alexandre ressalta que, nesse contexto, a farmácia clínica surge como uma perspectiva transversal a vários setores, o que não impede a orientação de medicamentos, prestação de serviços farmacêuticos, vacinação, prescrição de cosmecêuticos e nutracêuticos, dentre outros. Desse modo, o farmacêutico necessita conhecer a fisiopatologia do paciente para melhorar a qualidade de vida dele nos mais variados aspectos, afirma o especialista.

Para Alexandre, outro aspecto importante do papel do farmacêutico é na orientação aos pacientes sobre os riscos da automedicação, que foi bastante estimulada, principalmente, durante a pandemia. O profissional afirma que além das orientações, também foram muito procurados os exames rápidos de covid-19 nas drogarias.

“Sem farmacêuticos não teríamos vacinas seguras, eficazes e aprovadas em caráter emergencial. Sem esses especialistas não teríamos os medicamentos que precisamos e as corretas orientações e serviços para usá-los de forma correta e racional. Ou seja, sem farmacêuticos não teríamos saúde de qualidade”, afirma Alexandre Ledel.

Professor e empresário destaca a inovação dos profissionais

O professor e empresário Reinaldo Williams de Almeida Gonçalves, diretor geral da Escola Superior da Amazônia (Esamaz) e diretor geral da rede de farmácias Reinafarma, reforça que a profissão farmacêutica está em constante inovação face às necessidades humanas em suas diversas áreas. Ele atribuiu esse desenvolvimento à formação superior dos profissionais.

Reinaldo explica que as diretrizes e bases mais recentes do curso de farmácia vieram para dar uma ênfase neste processo, na humanização em saúde, ou seja, intensificando o processo de ensino na área de Farmácia Clínica e no advento da semiologia farmacêutica de forma mais prática. Essas atualizações, necessárias aos novos paradigmas que a profissão farmacêutica desenvolve, com disciplinas voltadas à prática do mercado, vieram para confirmar essa inovação que a profissão vive, com novas áreas e aplicabilidades para o curso.

Reinaldo Gonçalves, professor e empresário, destaca a importância da graduação e opções de carreira para o farmacêutico (Arquivo pessoal)

O diretor da Esamaz afirma que o curso superior de Farmácia tem procura intensa em decorrência das diversas atuações que o farmacêutico tem. Entre as principais opções de carreira que podem seguir estão: o varejo, a indústria, a distribuição, os hospitais privados e públicos. “O curso de Farmácia proporciona essa amplitude de atuações muito favoráveis em um mercado de trabalho aquecido, com novas empresas farmacêuticas surgindo a todo momento. Neste contexto, o profissional farmacêutico se insere em uma necessidade muito grande de equipe multiprofissional que tem acesso facilitado à população, pois está disponível nas farmácias para o paciente de forma gratuita", afirma.

O professor e empresário destaca ainda a inovação dos profissionais as necessidades de uma boa parte da população, que não tem um plano de saúde e tem dificuldades de acesso aos serviços públicos de saúde e acabam recorrendo ao profissional farmacêutico, que está habilitado para fazer as devidas orientações e aconselhamentos a respeito dos problemas de saúde que aquele paciente no momento está vivenciando.

Mercado promissor

Para Reinaldo Gonçalves, o contexto do mercado farmacêutico é muito promissor, as empresas e área farmacêuticas, diferente de outras áreas, estão em pleno crescimento mesmo em meio à pandemia pela qual estamos passando. Durante este período a gente viu um aumento por novas buscas e novos serviços relacionados às necessidades que a pandemia trouxe. É um mercado muito ativo porque envolve a saúde e, principalmente nesta área, a população sempre precisa que seja prestado um serviço de qualidade e isso acaba se refletindo nas oportunidades de trabalho para o farmacêutico.

Conteúdo patrocinado
.

Desculpe pela interrupção. Detectamos que você possui um bloqueador de anúncios ativo!

Oferecemos notícia e informação de graça, mas produzir conteúdo de qualidade não é.

Os anúncios são uma forma de garantir a receita do portal e o pagamento dos profissionais envolvidos.

Por favor, desative ou remova o bloqueador de anúncios do seu navegador para continuar sua navegação sem interrupções. Obrigado!