Banco da Amazônia alavanca negócios no Pará

No total, devem ser investidos, até o fim do ano, cerca de R$ 2,7 bilhões no território paraense

Elisa Vaz

Ao contribuir com o desenvolvimento econômico e social no Pará há pelo menos três décadas, o Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO), que é operado pelo Banco da Amazônia, já alavancou muitos negócios locais, por meio de programas de crédito aos setores produtivos.

Ao total, já foram feitas mais de 700 mil operações na região e aplicados mais de R$ 45,7 bilhões em recursos, segundo informações divulgadas pela instituição.

Uma das empresas que cresceram após receber o empréstimo do banco foi do empreendedor Darildo de Almeida, que trabalha, desde 2001, com conserto de eletrodomésticos.

Darildo Almeida (Reprodução)

Eu só atendia clientes da cidade, próximos a mim, agora passei a ir até Mosqueiro, por exemplo, e as cidades da Região Metropolitana de Belém. É ótimo porque tenho mais clientes. — Darildo de Almeida

O que antes era uma oficina com peças compradas de fornecedores locais passou a ser um empreendimento de sucesso, com produtos advindos de São Paulo. Isso porque o comerciante conseguiu o primeiro financiamento do Banco da Amazônia, voltado para micro e pequenos empreendedores, o que favoreceu a expansão do negócio. Almeida agora possui, além da oficina, uma loja especializada em peças de eletrodomésticos.

O segundo financiamento veio ainda este ano, para aquisição de veículo. Na semana passada, o microempresário recebeu seu carro próprio para atender clientes que estão além dos limites de Santa Bárbara, onde ele mora. Segundo o comerciante, o faturamento da loja, nos últimos anos, cresceu uma faixa de 150%.

Além disso, Almeida comentou que o financiamento foi de grande importância para o seu empreendimento, e disse que, sem o benefício, não teria conseguido alavancar o negócio. Para o futuro, pretende ampliar a empresa e criar um espaço físico em imóvel próprio. Para isso, contará, pela terceira vez, com os recursos do FNO. “Será um grande investimento, e eles são meus maiores parceiros”.

O empresário Carlos Augusto Rodrigues também foi beneficiado com o financiamento do FNO.

Pizzaria Sarney (Divulgação)

Nosso empreendimento era pequeno, feito de madeira, com muitas dificuldades. Hoje temos estrutura e tecnologia, nossos funcionários foram registrados, controlamos melhor o caixa e o estoque, e passamos a ser referência na cidade. Agora temos satisfação dos clientes, uma boa renda e estamos desenvolvidos. — Carlos Augusto Rodrigues

Pizzaria Sarney (Divulgação)

Carlos possui um restaurante e pizzaria em Laranjal do Jari, no estado do Amapá, desde 2013, mas, sem recursos suficientes, não tinha a estrutura necessária para atrair um grande público.

Após a aplicação dos recursos do fundo em seu negócio, tudo mudou: o estabelecimento, hoje, conta com 18 colaboradores.

Mudando a realidade da Amazônia

Na avaliação do superintendente regional do Pará e Amapá do Banco da Amazônia, Luiz Lourenço, o FNO mudou a realidade de muitas pessoas na Amazônia.

A partir do fundo, o empresário pode ter acesso a linhas de crédito compatíveis, com taxas e prazos que se adequem à sua realidade no mercado.

Para Lourenço, este é um recurso indispensável para quem quer crescer em bases sólidas. A missão do banco, de acordo com o superintendente, é atender os clientes com qualidade, eficiência e celeridade, em uma busca constante pelo desenvolvimento da região.

O FNO possibilitou que as empresas conseguissem ampliar suas atividades, modernizar os equipamentos e, assim, gerar emprego e renda para a população. — Luiz Lourenço

Podem ter acesso aos recursos desde o micro ou pequeno empreendedor até as grandes empresas.

No ano de 2018, as contratações do FNO foram de R$ 4,64 bilhões, contemplando 16.161 projetos.

Para 2019, a previsão é de investir R$ 9 bilhões na região Norte. Apenas no Estado do Pará, o investimento será de R$ 2,7 bilhões até o fim do ano.

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