Amazônia Florescer oferece oportunidade de investimento e melhoria na vida da população

Há 12 anos, programa de desenvolvimento para a região amazônica oferece Microcrédito Produtivo Orientado (MPO) para pessoas físicas que atuam como empreendedores informais

Elisa Vaz

Contribuir com o desenvolvimento sustentável na Amazônia Legal e melhorar a vida da população estão entre os principais objetivos do Banco da Amazônia, que possui uma série de linhas de crédito e programas de acesso.

É o caso do Programa de Microfinanças para a região amazônica, o Amazônia Florescer, criado há 12 anos para atuar na modalidade de Microcrédito Produtivo Orientado (MPO), conforme a legislação nacional.

Nessa categoria, têm acesso ao crédito em diversos valores as pessoas físicas que são empreendedoras informais, como manicures, borracheiros, feirantes e outras ocupações.

Existem duas modalidades disponíveis, rural e urbana, onde é preciso ter experiência de pelo menos 1 ano para requisição.

Ao todo, já foram investidos R$ 592 milhões, por meio do MPO, para 320 mil pessoas. Atualmente são 27.500 clientes ativos na carteira, ou seja, que continuam fazendo negócios com o Banco da Amazônia.

MPO Digital

Uma das inovações é o MPO Digital, primeiro produto inteiramente digital do Banco, que começou a ser idealizado em 2018, em parceria com a Amazoncred, uma organização da sociedade civil de interesse público (Oscip) sem fins lucrativos, que é operacionaliza o MPO da instituição.

A plataforma é composta por quatro módulos: um aplicativo para o assessor de microfinanças da Oscip Amazoncred; um aplicativo para o cliente (em desenvolvimento); um aplicativo administrativo da Oscip Amazoncred; e um aplicativo administrativo do Banco da Amazônia.

Lorena da Rocha Martins (Fábio Costa / O Liberal)

O digital começou este ano, com um aplicativo em que a pessoa acessa ao crédito, tudo muito mais fácil e rápido. O aplicativo só atende, no momento, a vertente urbana, pois o aplicativo rural está em desenvolvimento. Esse crédito se dá em grupos solidários, de três a dez pessoas, sendo que uma é responsável pelo crédito da outra. Isso é um sucesso do programa, pois a questão solidária não pode ser deixada de lado — Lorena da Rocha Martins, coordenadora de Pessoa Física e do MPO do Banco da Amazônia

O aplicativo atua como um processo de microcrédito. No projeto piloto, executado na unidade de microfinanças Belém-Reduto, entre fevereiro e maio de 2019, foram contratados 800 clientes, liberados R$ 1.929.097,30 e abertas 518 contas correntes.

Em junho, o MPO Digital foi implantado em todas as 10 unidades de microfinanças do Amazônia Florescer, e o primeiro semestre fechou com abertura de 2.434 contas correntes, contratação de 3.987 clientes e aplicados R$ 9.259.727,13.

A expectativa para o futuro do programa é inaugurar mais três unidades de microfinanças até o final do ano. Nos próximos cinco anos, já serão 50 unidades, e os investimentos estarão na casa de R$ 1,9 bilhão.

O crédito pelo programa tem juros de 2,4% ao mês, e o prazo de pagamento chega a um ano, mas, em média, as operações são de seis meses, segundo a coordenadora do MPO.

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