Amazônia Florescer: R$ 600 milhões em negócios locais para mais de 320 mil pessoas na região Norte

Programa de microcrédito do Banco da Amazônia visa atender empreendedores populares da cidade e do campo

Elisa Vaz

Uma das principais instituições financeiras da região Norte, o Banco da Amazônia cumpre o papel de fomentar negócios locais, promovendo o desenvolvimento da Amazônia Legal. Com atuação ampla, a entidade tem atividades tanto no apoio como no fomento à pesquisa, sendo responsável por mais de 60% do crédito de longo prazo da região.

Entre os mecanismos, o programa Amazônia Florescer, que tem 12 anos de atividade, já investiu mais de R$ 600 milhões localmente. Ao todo, foram atendidas mais de 324 mil pessoas, e estão ativos mais de 29 mil clientes.

Em funcionamento no Pará, Acre, Rondônia, Roraima, Amapá e Amazonas, o programa tem o objetivo de proporcionar aos empreendedores populares acesso aos serviços microfinanceiros com tecnologia diferenciada, com estímulo ao desenvolvimento sustentável e inclusão social para todos.

O acesso aos créditos é feito por meio de grupos solidários formados pela reunião voluntária e espontânea de três a dez pessoas empreendedoras e que se conhecem, e que residam juntas ou trabalham próximas.

Para participar do Amazônia Florescer, o empreendedor precisa exercer uma atividade há pelo menos um ano, ter idade mínima de 18 anos e apresentar cópias do CPF, RG e comprovante de residência.

LIBERAÇÃO DE CRÉDITO

Um dos destaques é a agilidade do empréstimo, que tem prazo máximo de 10 dias para a liberação do crédito, além dos empréstimos sequenciais e graduais, conforme as necessidades dos clientes.

De acordo com a coordenadora de Pessoas Físicas e Microcrédito Produtivo Orientado (MPO) do Banco da Amazônia, Lorena Martins, fora os créditos, a instituição também promove palestras de educação financeira junto aos empreendedores e acompanha o crescimento de seus negócios, para fornecer mais crédito com o passar do tempo.

O Amazônia Florescer, portanto, fortalece a instituição como principal agente de desenvolvimento da região Amazônica.

"A missão do programa é proporcionar aos empreendedores urbanos e rurais da Amazônia Legal o acesso aos recursos, com metodologia diferenciada, possibilitando o fortalecimento de suas unidades produtivas com geração de emprego e renda" — Lorena da Rocha Martins, coordenadora de Pessoas Físicas e Microcrédito Produtivo Orientado do Banco da Amazônia

Lorena da Rocha Martins (Fábio Costa / O Liberal)

CAPITAL DE GIRO

No programa é possível obter capital de giro para compra de insumos, matéria-prima e mercadorias, com operações que podem ser de R$ 300 a R$ 21 mil. Nas subsequentes, pode haver aumentos progressivos chegando a até R$ 21 mil.

A taxa de juros é de 2,4% ao mês.

Um dos casos de sucesso é o da empreendedora Sônia Oliveira, de 52 anos, proprietária de uma loja de confecções. Ela costura roupas para homens e mulheres há aproximadamente oito anos e prefere trabalhar sozinha.

"Comecei com um negócio bem pequeno, com capital próprio e precisei de investimentos. Entrei no grupo de empreendedores e comecei a alavancar a loja. Passei a comprar mais produtos e viajar com o empréstimo que fiz. Aumentei o negócio e já está grande" — Sônia Oliveira, empreendedora

Sônia Oliveira (Arquivo Pessoal)
Sônia Oliveira e representante do Amazônia Florescer (Arquivo Pessoal)

Uma das maiores mudanças foi no tamanho do espaço, que foi reformado e ampliado. Como a empreendedora já fazia vendas antes de abrir a loja, manteve os clientes antigos e adquiriu novos ao longo dos anos.

 

AMAZÔNIA FLORESCER

Para o futuro, o Banco da Amazônia vai lançar uma ferramenta digital para expandir o programa: o aplicativo Amazônia Florescer para os clientes, o que deverá melhorar o acesso ao financiamento de atividades empreendedoras populares na Região Amazônica.

Além disso, está prevista a expansão do alcance da instituição por meio do MPO Digital, primeiro produto totalmente digital do programa, que começou a ser idealizado no ano passado, em parceria com a Amazoncred.

Após a implementação do projeto, em que foram contratados 3.987 clientes, liberados R$ 9.259.727,13 e abertas 2.434 contas correntes apenas no primeiro semestre, a perspectiva até o final de 2019 é a contratação estimada de 24.201 clientes, a aplicação de, aproximadamente, R$ 57,5 milhões e a abertura de mais de 15 mil contas correntes pelo MPO Digital.

Neste ano, o Amazônia Florescer já inaugurou duas unidades de microcrédito: em Boa Vista (RR) e Macapá (AP). No dia 30 de outubro, outra unidade será aberta em Araguaína (TO). Com essas inaugurações, serão 13 no total e, até o final de 2023, o Banco da Amazônia pretende ter 50 unidades de microcrédito do programa.

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