Antes mesmo de o dia começar neste domingo (11), dia do Círio de Nazaré, a terapeuta ocupacional Letícia Almeida, de 43 anos, já caminhava de joelhos fazendo o percurso da grande procissão, que possui cerca de 3,6 km de extensão.
Com os olhos vendados e pessoas ao lado orientando e ajudando, a promesseira contou que esse ato já é recorrente desde 2018.
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“Neste primeiro ano eu vim pelo meu esposo, que era evangélico e não acreditava em Nossa Senhora, me perguntou como fazia para virar Guarda de Nossa Senhora de Nazaré. Durante todo o meu conhecimento, desde os 18 anos, eu vinha na corda, vinha acompanhando. Ele viu Nossa Senhora em um canto no céu. Ele falou: Lê, eu não sofro, tenho uma mãe chamada Maria. Ele entrou na guarda e em 2018, quando ele veio atrás de Nossa Senhora, eu vim de joelho. De lá pra cá, eu venho pagando essa promessa por ele”, conta.
Porém, Letícia explica que as graças alcançadas por intercessão de Nossa Senhora são muitas, incluindo, em 2024, a cura da depressão e ansiedade: “Esse ano, eu vim pela saúde da minha mãe, pela saúde das minhas irmãs e pelo meu trabalho, que eu já almejava há um ano, eu consegui em agosto desse ano. Então, eu tinha que vir.”
“Eu não estou pedindo mais nada. Porque Nossa Senhora tem me dado muito, é a minha fé! Tem duas pessoas aqui, que eu não sei quem são e estão me ajudando. E eu vim esse ano, vendada, por um objetivo de não ver nada, não ver ninguém e só chegar. Eu quero só chegar.”

