O senador reeleito Jaques Wagner (PT-BA) atribuiu nesta terça-feira, 13, os ataques que recebeu sobre supostas ligações com o Banco Master ao peso eleitoral da Bahia na disputa presidencial. Ele negou negócios com a instituição e afirmou que provará sua inocência.
"Evidentemente que eu fui muito bombardeado e eu sei por que eu fui bombardeado: porque a Bahia continua sendo o quarto colégio eleitoral e o maior colégio eleitoral do Nordeste", disse em entrevista à Rádio Sociedade da Bahia, em Salvador.
O senador afirmou ainda que, apesar dos ataques, manteve a confiança na reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e na vitória dos dois candidatos ao Senado da chapa governista. O senador foi reeleito ao lado do ex-ministro da Casa Civil Rui Costa (PT).
Ao rebater suspeitas sobre o Master, Wagner negou contato telefônico com Daniel Vorcaro, ex-controlador do banco, e citou Augusto Lima, ex-sócio da instituição, como comprador da rede Cesta do Povo. A Polícia Federal investiga suspeitas de vantagens econômicas indevidas ao senador e a pessoas de seu entorno, relacionadas ao grupo financeiro. Wagner nega irregularidades.
O parlamentar também contrapôs os governos Jair Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao comentar a trajetória de Vorcaro. "O cidadão virou banqueiro com Bolsonaro e virou prisioneiro com o presidente Lula", afirmou. A liquidação extrajudicial do Banco Master foi decretada pelo Banco Central em 18 de novembro de 2025.
Agenda em Brasília
Wagner anunciou que viajará ainda nesta terça-feira a Brasília com Jerônimo e o senador Otto Alencar (PSD-BA) para participar da assinatura, junto com o presidente Lula, da liberação de recursos de R$ 3 bilhões destinados à Ponte Salvador-Itaparica. A comitiva baiana também inclui o senador eleito Rui Costa, que já está na capital federal.

