Vereadores de Belém pedem ampliação do 'abono pandemia' para outros profissionais

Benefício vinha sendo pago apenas para médicos. Parlamentares querem que outras categorias, que também atuam na linha de frente, sejam contempladas

Keila Ferreira

Os vereadores da Câmara Municipal de Belém aprovaram, à unanimidade, requerimento pedindo que a Prefeitura Municipal estenda o chamado “abono pandemia” para profissionais de outras categorias. Em maio, o prefeito Zenaldo Coutinho anunciou a concessão 30% de abono linear, que já vinha sendo pago para médicos, também para os enfermeiros e técnicos de enfermagem que atuam na urgência e emergência da saúde municipal em Belém. Na ocasião, o gestor justificou a medida pelo trabalho duro dos profissionais durante a pandemia.

Requerimento apresentado pelo vereador Fernando Carneiro (PSOL) e votado na Câmara, na terça-feira (2), pede que o abono, que a prefeitura chama de “abono pandemia”, seja concedido a outros servidores que também têm atuado na linha de frente, mas foram deixados de fora do rol de trabalhadores que vão receber essa gratificação extra, entre eles assistentes sociais, fisioterapeutas, nutricionistas, maqueiros, copeiros, servidores de farmácia e assistentes administrativos.

“A iniciativa (do abono) merece ser elogiada e louvada. Todavia, a valorização dos servidores neste momento difícil não deve se manter apenas nessa medida, há necessidade de complementação, bem como realização de outras ações”, diz o requerimento aprovado, assinado pelo vereador Fernando Carneiro.

A matéria foi aprovada por unanimidade e é uma sugestão que o Poder Legislativo faz ao Executivo. Alguns parlamentares, mesmo votando a favor do requerimento, citaram a importância de observar a situação financeira do município.

Gleisson Silva (PSB), por exemplo, entende que os profissionais da linha de frente merecem o abono. “Não foi só médico que estava em linha de frente, não foi só técnico de enfermagem, enfermeiro, maqueiro. O Policial Militar que foi pra rua estava na linha de frente. O Guarda Municipal, motorista de ambulância”, declarou.  “Eu não vou ser irresponsável de dizer tem que dar, tem que bonificar, merece e aí se vira prefeito, se vira governador, se vira presidente, tem que pagar. Tem que ter responsabilidade”, completou.

A votação foi realizada na primeira sessão "semipresencial" da Câmara Municipal de Belém. Dos 35 vereadores da casa, 32 participaram da sessão, sendo que 15 estavam no plenário, e o restante acompanhando de maneira virtual.

Política
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