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Vereadora pede licença de 22 dias da Câmara de Belém após polêmica

Afastamento por interesse particular foi aprovado nesta quarta-feira (28), após parlamentar virar alvo de apuração do Ministério Público do Trabalho por compartilhar conteúdos que defendem a demissão de eleitores de Lula

Gabi Gutierrez

28 de outubro de 2026 às 19:40

Patrícia Queiroz (PP).

Patrícia Queiroz (PP). ( Foto: Foto: Câmara Municipal de Belém )

A vereadora Patrícia Queiroz (PP) pediu licença de 22 dias da Câmara Municipal de Belém (CMB), com afastamento previsto entre 28 de outubro e 18 de novembro de 2026. A informação foi confirmada extraoficialmente à reportagem do Grupo Liberal. A reportagem procurou a CMB e a vereadora para confirmar os detalhes do pedido e saber se o afastamento tem relação com a repercussão de publicações nas redes sociais, mas não houve retorno até o fechamento desta matéria.

O pedido de afastamento por interesse particular foi aprovado pela maioria dos vereadores durante sessão realizada nesta quarta-feira (28). A licença ocorre um dia após a repercussão de conteúdos compartilhados pela parlamentar que defendem a demissão de trabalhadores que votaram no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O caso também passou a ser apurado pelo Ministério Público do Trabalho no Pará e Amapá (MPT-PA/AP), que recebeu denúncias sobre uma possível prática de discriminação por motivação política no ambiente de trabalho.

MPT abre processo contra vereadora de Belém por publicações sobre demissão Ação contra Patrícia Queiroz pede indenização de R$ 500 mil por danos morais coletivos e retratação pública

Publicações motivaram apuração do MPT

Entre os conteúdos compartilhados por Patrícia Queiroz está uma publicação de Victor Ruiz (PP), que disputou uma vaga de deputado federal por São Paulo, mas não foi eleito. A mensagem orienta empresários a consultar as redes sociais de funcionários para identificar manifestações de apoio a Lula, incluindo o gesto de fazer a letra “L” com as mãos, e questiona a permanência desses trabalhadores nas empresas.

A vereadora também compartilhou um vídeo do empresário Raphael Hanzol, da empresa Avelloz, intitulado “Vou demitir a minha melhor funcionária”. O conteúdo relaciona o desligamento de uma funcionária ao posicionamento político atribuído a ela.

Em manifestação sobre o caso, o MPT-PA/AP informou que as denúncias foram autuadas para apurar uma possível discriminação contra trabalhadores em razão de suas convicções políticas.

O órgão ressaltou que empregadores não podem constranger, ameaçar, coagir, perseguir ou demitir funcionários por suas opiniões políticas, pelo apoio a candidatos ou por posicionamentos ideológicos.

Funções na Câmara de Belém

Na estrutura da Câmara Municipal de Belém, Patrícia Queiroz ocupa a presidência da Comissão de Direitos da Criança e do Adolescente e a vice-presidência da Comissão de Ética Parlamentar. A vereadora também é suplente da Comissão de Economia.

O afastamento aprovado é por interesse particular. Até o fechamento desta matéria, não havia confirmação oficial de que a licença estivesse relacionada à repercussão das publicações ou à apuração conduzida pelo Ministério Público do Trabalho.

O espaço permanece aberto para manifestação da vereadora e da Câmara Municipal de Belém.

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