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REPERCUSÃO

Van Hattem diz a Gilmar Mendes que pedirá impeachment de ministro no Senado

Senador eleito pelo Rio Grande do Sul afirmou que iniciativa será apresentada a partir de fevereiro de 2027

O Liberal

7 de outubro de 2026 às 16:33

Van Hattem reage a Gilmar e promete pedir impeachment de ministro no Senado

Van Hattem reage a Gilmar e promete pedir impeachment de ministro no Senado ( Foto: Reprodução / Câmara dos D )

O senador eleito pelo Rio Grande do Sul Marcel van Hattem (Novo) afirmou que pretende pedir o impeachment do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no Senado Federal a partir de fevereiro de 2027. As informações são do Poder360.

A declaração foi feita na terça-feira (6), em uma publicação no perfil de Van Hattem no X. O senador eleito respondeu a uma manifestação de Gilmar Mendes sobre o resultado do primeiro turno das eleições de 2026.

“E no dia 1º de fevereiro de 2027 começamos os trabalhos pelo seu impeachment e pelo de alguns de seus colegas. Democracia e instituições voltarão a funcionar plenamente”, escreveu Van Hattem.

Na publicação citada pelo senador eleito, Gilmar Mendes afirmou que nenhuma “liderança política de expressão” havia questionado os resultados das urnas no primeiro turno, mesmo em disputas decididas por margens pequenas. O ministro também destacou a votação eletrônica utilizada nas eleições.

Nova composição do Senado

A partir de 2027, o Senado terá uma nova composição após a eleição realizada em 4 de outubro. Segundo levantamento divulgado pelo Poder360, 49 senadores alinhados à direita foram eleitos ou já possuem mandato vigente para a próxima legislatura.

Para a condenação de um ministro do STF em processo de impeachment, são necessários 54 votos, o equivalente a dois terços dos 81 integrantes do Senado.

Um levantamento do Ranking dos Políticos, divulgado após as eleições, aponta que 54 senadores que estarão na Casa a partir de 2027 se declararam favoráveis à possibilidade de impeachment de ministros do STF. O estudo considera manifestações de senadores que já possuem mandato e dos eleitos em 4 de outubro.

O levantamento, porém, considera posições favoráveis à possibilidade de abertura de processos e não significa necessariamente que os parlamentares votariam pela condenação de um ministro em um caso específico. A abertura e o julgamento dependem da análise de cada processo.