UP oficializa Gal Leite como candidata ao Governo do Pará
Unidade Popular (UP) lança chapa própria majoritariamente feminina para as Eleições 2026, em convenção partidária nesta quinta-feira (30) em Belém
O Partido Unidade Popular (UP) oficializou a pedagoga Gal Leite, de 62 anos, como candidata ao governo do Pará, e a estudante da UFPA do curso de música, Karen Sousa, de 32 anos, como sua vice-governadora. A convenção da legenda apresentou chapa própria, sem alianças partidárias e com forte representatividade feminina.
A educadora física e diretora da UP, em Belém, Fernanda Lopes é a candidata ao senado e há quatro nomes para deputados, dois para federal e dois para estadual, e duas dessas candidaturas também são de mulheres.
"Eu vejo esta campanha como uma campanha vitoriosa. Nós não entramos nesse processo eleitoral para fazer número, entramos para concorrer e ganhar. A gente vai estar com a militância toda na rua, em reuniões com as comunidades, onde formos chamados”, disse Gal Leite, que se aposentou do cargo de educadora social da Funpapa, e é a atual presidente do Sindicato das Trabalhadoras e dos Trabalhadores da Assistência Social em Belém (SintSuas).
Gal defendeu em um eventual governo a reestatização de empresas privatizadas, e a nacionalização das riquezas estratégicas da Amazônia. “Embora a gente não tenha condições financeiras, como os outros partidos, para viajarmos pelo estado inteiro, vamos estar onde for possível, com alegria e passando o nosso programa, que é o mais progressista e o melhor para o povo mudar de vida”.
O evento contou com a presença da guarda-portuária, a paraense Raquel Brício, candidata à vice-presidência da República, na chapa nacional da UP, ao lado da dentista e ativista política, Samara Martins, candidata à Presidenta pelo partido.
Nesta quinta-feira, os nomes de Gal Leite e Karen Sousa foram aprovados, à unanimidade, pelos filiados e apoiadores da UP. A militância movimentou a convenção, realizada na sede do Sindicato dos Urbanitários, no bairro do Marco.
Com palavras de ordem como “UP dos pretos, dos favelados, partido pobre do povo organizado”, os correligionários predominantemente jovens, também aprovaram para o Senado, Fernanda Lopes, educadora física e diretora da UP, em Belém. Para deputados federais, a estudante da UFPA e militante, Bruna Freire e o trabalhador (atualmente desempregado) Henrique Maciel, e para deputados estaduais: o estudante da UFPA, Marcos Jobson, e a trabalhadora, Maria Santos.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) oficializou a Unidade Popular (UP) como partido em 2019. Em Belém, a UP tem em sua base o Movimento de Mulheres Olga Benário, o Movimento de Lutas nos Bairros, Ruas e Favelas (MLB), o Movimento Lutas de Classe (MLC), a Frente Negra Revolucionária e a União da Juventude Rebelião (MJR).
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