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eleições

Senador critica Meta e diz que empresa faz interferência externa na eleição

O ministro Marco Aurélio Bellizze, do TSE, proibiu a Meta de limitar o alcance de conteúdos políticos

Estadão Conteúdo

16 de outubro de 2026 às 18:06

Meta é o nome do conglomerado de tecnologia anteriormente conhecido como Facebook

Meta é o nome do conglomerado de tecnologia anteriormente conhecido como Facebook ( Foto: Reprodução/Freepik: @rafapress )

O senador Camilo Santana (PT-CE), um dos porta-vozes da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), criticou a Meta, empresa dona do Facebook, WhatsApp e Instagram, pelo que ele chamou de "interferência externa" nas eleições brasileiras.

Camilo disse que a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na quinta-feira, 15, "confirma tudo aquilo que a gente vem denunciando com relação à interferência da Meta nas eleições no Brasil".

O ministro Marco Aurélio Bellizze, do TSE, proibiu a Meta de limitar o alcance de conteúdos políticos relacionados aos candidatos à Presidência, atendendo parcialmente a um pedido feito pela campanha de Lula.

A empresa também fica proibida de favorecer qualquer um dos candidatos políticos na ferramenta de inteligência artificial Meta AI e de veicular anúncios de teor político-eleitoral para o público brasileiro que não tenham sido contratados pelos candidatos, partidos, federações ou coligações envolvidos no segundo turno, especialmente os que forem pagos ou geridos por contas estrangeiras.

Camilo reforçou o cenário de empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL) identificado pelas principais pesquisas de intenção de voto nos últimos dias. Disse que espera que a Meta "cumpra a decisão do TSE" e que "sabemos a força e o poder, em uma eleição, das redes sociais" nos dias atuais.

"Queremos somar e reverberar que não aceitamos interferência externa que gere desequilíbrio eleitoral em uma eleição tão apertada. Todas as pesquisas dão empate técnico entre os dois candidatos. Esperamos que a Meta cumpra a decisão do TSE e dê transparência", afirmou.

O ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, afirmou que "é muito preocupante, no mundo democrático, a Meta interferir nas eleições".