O senador Rogério Marinho (PL-RN) confirmou nesta quarta-feira, 4, sua candidatura à presidência do Senado. Ele negou, contudo, haver um acordo prévio com Tereza Cristina (PP-MS), que também deverá concorrer pela centro-direita.
Segundo o parlamentar, os dois colocarão seus nomes à disposição e decidirão no futuro sobre quem permanecerá na disputa. A senadora do PP-MS tem legitimidade para a candidatura, conforme Marinho.
"Tereza tem toda a legitimidade de ser candidata. Ela certamente vai tentar viabilizar a sua candidatura. No momento oportuno, pelo nosso acerto, vamos convergir, até porque estamos no mesmo lado, defendemos as mesmas bandeiras ... Tereza é nossa parceira", declarou ele em Brasília.
Apoio e votos para a Presidência
Durante reunião com senadores do PL, Marinho afirmou acreditar ter, ao menos, 40 votos. Para a eleição em primeiro turno, são necessários 41 votos para a vitória.
"Estamos dentro de um partido que tem um número expressivo de senadores. Temos outros partidos que nos apoiam, o Novo que veio na sua integralidade, vieram integrantes do PP, do Republicanos", disse o senador do PL-RN.
O parlamentar evitou especular sobre um possível "rodízio" com Tereza Cristina, onde um concorreria em 2027 e outro, em 2029. "Não vou especular sobre isso", afirmou.
Pautas em debate e mudanças propostas
Marinho defendeu a votação de uma anistia para os condenados pelos atos de 8 de Janeiro. Ele ressaltou, porém, que o projeto precisa "tramitar como qualquer outro projeto".
O senador voltou a defender o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), caso sejam constatadas irregularidades. "Não seremos candidatos com um tema de impeachment de quem quer que seja, mas de respeito à Constituição. Mas nós não seremos omissos, porque ninguém está acima da lei."
Marinho afirmou que o PL ainda avaliará se apoiará a votação aberta na eleição para o comando do Senado. Atualmente, o voto é secreto.
Segundo ele, a abertura dos votos é "recomendável". Essa mudança seria uma forma de o PL constranger senadores que foram eleitos na onda bolsonarista, mas que poderiam votar pela reeleição de Davi Alcolumbre (União-AP).
O senador também acredita que a Casa não votará nesta quarta-feira, 4, um projeto sobre redução penal. Ele é autor de uma emenda para diminuir a idade penal para 16 anos como regra geral e para 14 anos no caso de crimes graves.
