O ex-candidato à Presidência da República Renan Santos, do partido Missão, criticou a decisão do escritor e político Augusto Cury (Avante) de declarar apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial. Em vídeo publicado nas redes sociais, Renan chamou Cury de “comédia” e questionou a aproximação entre os dois.
“Esse cara é um comédia. As pessoas votaram em um comédia”, declarou. Renan também sugeriu que o apoio do Avante teria como objetivo negociar espaço em um eventual governo de Flávio Bolsonaro.
Na quinta-feira (8), Augusto Cury anunciou apoio ao candidato do PL após a assinatura de um termo com oito prioridades que, segundo o acordo, deverão ser assumidas por Flávio. Antes dele, os ex-presidenciáveis Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) também haviam declarado apoio ao senador.
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Renan diz que foi procurado para apoiar Flávio
Em outra publicação, Renan afirmou que ele e integrantes do Missão foram procurados para declarar apoio a Flávio Bolsonaro após os anúncios de outros candidatos. O político disse que não pretende aderir à iniciativa e defendeu a autonomia do grupo.
“Ninguém vai vir empurrar a mim, ninguém vai vir empurrar ao nosso grupo. Nós temos dignidade, não somos iguais aos demais candidatos”, afirmou.
Renan também criticou o que considera uma influência do bolsonarismo sobre o campo da direita. “É impossível ganhar uma eleição no campo da direita sem ser bolsonarista”, declarou.
O ex-candidato disse que, durante a campanha do primeiro turno, foi chamado de esquerdista e comunista, mas passou a ser cobrado por um posicionamento alinhado à direita após o resultado da votação.
“Me chamaram de esquerdista e comunista a campanha toda. Chega o segundo turno, agora sou direitista. Agora, tenho obrigações com a direita. Que conversa é essa? Mesmo minhas propostas têm sido muito mais à direita que as do Flávio”, afirmou.
Na gravação, Renan disse ainda que não declarou apoio a nenhum dos candidatos e que mantém compromisso com a própria dignidade e com seus seguidores. Ele acrescentou que não pretende se envolver em disputas públicas ou campanhas durante o segundo turno.
No primeiro turno, Renan Santos recebeu mais de 2,6 milhões de votos e terminou a disputa presidencial na quarta colocação.
