A Procuradoria-Geral da República (PGR) deu parecer favorável ao pedido para que o senador Flávio Bolsonaro (PL) volte a visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar. A manifestação foi enviada nesta terça-feira (6) ao Supremo Tribunal Federal (STF).
O pedido havia sido apresentado na segunda-feira (5) pela defesa de Jair Bolsonaro ao ministro Alexandre de Moraes, relator do processo relacionado à trama golpista. Antes de tomar uma decisão, o magistrado solicitou a posição da PGR.
No parecer, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que não foram identificados fatos recentes que indiquem descumprimento das regras impostas ao ex-presidente ou que justifiquem a manutenção da restrição.
Com isso, a PGR informou não haver impedimento para a retomada das visitas. A decisão sobre a autorização, porém, ainda cabe a Alexandre de Moraes.
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Por que Flávio foi proibido de visitar o pai?
A proibição foi determinada por Moraes em julho e tinha duração de 90 dias. A medida ocorreu depois que Flávio publicou nas redes sociais uma carta escrita pelo pai.
Jair Bolsonaro está submetido a uma determinação que impede o uso de redes sociais, inclusive por meio de terceiros. Na ocasião, Moraes considerou que a publicação da carta contrariava as restrições impostas ao ex-presidente.
A defesa de Bolsonaro argumentou agora que o prazo da suspensão termina no próximo domingo (11) e pediu que o regime de visitas seja restabelecido.
Pedido ocorreu após primeiro turno
A solicitação foi feita um dia depois do primeiro turno das eleições de 2026. Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avançaram para a segunda etapa da disputa pela Presidência, marcada para 25 de outubro.
Além da liberação da visita de Flávio, a defesa pediu a retomada do regime regular de encontros com o ex-presidente.
