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Política

PGR abre apuração preliminar sobre nota de Heleno a respeito de apreensão de celular de Bolsonaro

Ao menos agora, Aras não vê elementos para abrir um inquérito contra Heleno pela nota oficial

Reuters

25 de junho de 2020 às 14:26

Modificado em 25 de junho de 2020 às 14:30

( Foto: REUTERS/Adriano Machado )

O procurador-geral da República, Augusto Aras, abriu uma apuração preliminar para apurar a conduta do ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, em que disse numa nota oficial em maio ser "inconcebível" o eventual pedido de apreensão do celular do presidente Jair Bolsonaro e que uma decisão sobre isso poderia ter "consequências imprevisíveis para a estabilidade nacional".

A manifestação de Aras foi adotada na noite de quarta-feira, 24, em uma notícia-crime movida pelo PDT contra Heleno no âmbito do inquérito que analisa a suposta interferência do presidente na Polícia Federal. O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), havia encaminhado esse pedido para análise do procurador-geral, como é praxe.

Na nota oficial, Heleno havia dito que o "Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República alerta as autoridades constituídas que tal atitude é uma evidente tentativa de comprometer a harmonia entre os Poderes e poderá ter consequências imprevisíveis para a estabilidade nacional”.

Na ocasião, o general da reserva, um dos auxiliares mais próximos de Bolsonaro, tinha afirmado ainda que caso a apreensão do celular presidencial fosse efetivada, seria uma “afronta à autoridade máxima do Poder Executivo” e uma “interferência inadmissível de outro Poder”.

Em resposta a Celso de Mello, Aras disse ao tomar conhecimento do pedido que instaurou uma "Notícia de Fato no âmbito da Procuradoria-Geral da República, para averiguação preliminar dos fatos relatados".

"Caso surjam indícios mais robustos de possível prática de ilícitos pelo representado, será requerida a instauração de inquérito criminal no STF, para adoção das medidas cabíveis", disse o procurador-geral.

Ou seja, ao menos por ora, Aras não vê elementos para abrir um inquérito contra Heleno pela nota oficial. O PDT e outros partidos de oposição pretendiam que o ministro do GSI seja investigado por crimes contra a Lei de Segurança Nacional.

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