A Polícia Federal (PF) cumpre mandados de busca e apreensão nesta segunda-feira, 19, contra Humberto Fontoura Pradera, ex-secretário de tecnologia do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A ação se baseia em suspeita de vazamento de informações antecipadas de processos da Corte ao advogado Willer Tomaz.
Esta é a primeira ação autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes para aprofundar fatos relacionados ao advogado. Willer Tomaz é amigo de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que é candidato à Presidência.
A investigação atual não envolve mandados relacionados a Flávio Bolsonaro, mas se baseia no mesmo relatório da PF. Esse documento apontou vínculos entre Willer Tomaz e Flávio, e descreveu diálogos do advogado com o então secretário de tecnologia do STJ.
Diálogos indicam vazamento de informações do STJ
A Polícia Federal apontou que o ex-secretário antecipava o teor de votos e decisões para Willer Tomaz. Em um dos diálogos, Humberto Pradera enviou a Willer uma fotografia da tela de um computador. A imagem mostrava um documento jurídico de 17 páginas, que concluía pelo não conhecimento de recursos especiais.
A fotografia, aparentemente produzida em ambiente funcional, mostrava um carimbo sobre a mesa. Pradera explicou a Willer o teor da decisão, que ainda não tinha assinatura de um ministro. Ele também informou que o número do recurso especial era 2122969.
Pradera comentou que a tutela teria perdido efeito em razão do julgamento. O relatório policial destaca que o episódio registra o compartilhamento de conteúdo processual. As explicações sobre seus possíveis efeitos também foram fornecidas.

