O influenciador Paulo Figueiredo afirmou nesta quinta-feira (29) que os erros na carta divulgada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), incluindo o uso de um brasão antigo do Brasil e a declaração de que seria o “verdadeiro presidente eleito” do país, foram provocados pela inteligência artificial (IA) do ChatGPT.
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A explicação foi publicada na rede social X, após a equipe do senador compartilhar três versões diferentes do documento. Figueiredo disse que decidiu esclarecer o episódio diante das especulações sobre o conteúdo da carta. “Tenho visto teorias da conspiração mirabolantes, algumas até engraçadas. Como a explicação é bem mais banal, achei por bem esclarecer. Primeiro, o brasão antigo. Com as primeiras versões do texto finalizadas, o @BolsonaroSP pediu ao ChatGPT que inserisse o brasão da República”, escreveu.
Segundo o influenciador, ele não sabe por que a ferramenta selecionou o brasão de 1889, que trazia a grafia “Estados Unidos do Brazil”. Ele afirmou, porém, que ele e o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro consideraram o episódio “muito engraçado”.
Figueiredo também atribuiu à IA a inclusão de uma versão anterior do texto, na qual Flávio se apresentava como “verdadeiro presidente eleito”. De acordo com ele, a versão final acordada pela equipe do senador o descrevia como líder, em referência à sua atuação política e a uma liderança de caráter moral.
“O segundo erro foi que, ao gerar o documento, a IA acabou incluindo uma versão anterior do texto, em que o Flávio se apresentava como o verdadeiro “presidente eleito”. Como vocês devem imaginar, uma carta que expressa uma realidade tão complexa passa por várias versões, com a contribuição intelectual de mais de uma pessoa”
Flávio Bolsonaro deixou o Brasil e viajou aos Estados Unidos após, segundo o texto original, descumprir uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) para entregar os passaportes à Polícia Federal. O trajeto incluiu passagem pela Argentina e escala no Equador antes da chegada ao território norte-americano.

