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No RS, Lula retoma desafio para que Flávio autorize a abertura de seus sigilos

Durante ato de campanha em Porto Alegre (RS), o petista chamou o adversário de "miliciano desqualificado"

Estadão Conteúdo

19 de outubro de 2026 às 19:33

Lula e Flávio Bolsonaro

Lula e Flávio Bolsonaro ( Foto: Ricardo Stuckert / PR | Instagram @flaviobolsonaro )

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira, 19, que se sentiu encabulado ao participar do debate presidencial com Flávio Bolsonaro (PL), realizado pela TV Bandeirantes na noite de domingo, 18. Durante ato de campanha em Porto Alegre (RS), o petista chamou o adversário de "miliciano desqualificado" e comparou o confronto com encontros que já teve com presidentes e lideranças internacionais.

Lula afirmou que já participou de reuniões com diversos chefes de Estado e líderes mundiais, mas que se sentiu constrangido ao debater com Flávio. "Enquanto eu estiver vivo, ladrão nenhum, fascista, miliciano desqualificado nenhum vai governar esse País", disse o presidente.

Durante o discurso, Lula também retomou o desafio para que Flávio autorize a abertura de seus sigilos bancário e telefônico. O petista afirmou ter preparado uma autorização para acesso aos próprios dados e aos de familiares, incluindo a primeira-dama Janja e seus filhos. Aos gritos de "Ei, Flávio, abre seu sigilo", apoiadores reforçaram a cobrança feita pelo presidente no debate.

Lula ainda questionou o candidato do PL sobre o pedido de R$ 134 milhões ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para financiar um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). "Quero saber onde estão os R$ 134 milhões do Banco Master", afirmou o petista.

Em outro momento, o presidente convocou os apoiadores a buscar eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno. "Nós temos que convencer com todas as forças as pessoas que não foram votar a irem votar. Temos que convencer as pessoas de 70 anos ou mais a votarem por seus filhos, netos e bisnetos", declarou.

O petista também destacou a tradição política progressista do Rio Grande do Sul e classificou o Estado como símbolo de resistência à ditadura militar. Durante o ato, apoiadores entoaram o coro "Uxo, uxo, uxo, o Lula é gaúcho".

"Enquanto eu estiver vivo, ladrão nenhum, fascista nenhum vai governar esse País", afirmou Lula. O presidente também demonstrou confiança na mobilização de seus apoiadores. "É humanamente impossível, depois dessa manifestação, achar que alguém pode tirar essa eleição de nós", disse.

A caminhada ocorreu no Centro Histórico de Porto Alegre e reuniu lideranças da esquerda gaúcha. Lula disputa o segundo turno contra Flávio Bolsonaro no próximo domingo, 25.