Durante a primeira sessão ordinária da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) em 2026, realizada nesta terça-feira (10), a deputada estadual Lívia Duarte (PSOL) cobrou do governo do Estado o empenho das autoridades na investigação de uma ameaça de morte que afirmou ter recebido na semana anterior. A mensagem teria sido enviada para o e-mail funcional da parlamentar.
Ao se pronunciar na tribuna, Lívia afirmou que a ausência de identificação do autor do crime preocupa e compromete a efetividade das investigações. “Se para uma deputada ameaçada em seu e-mail funcional não se descobre quem faz, não se descobre pra ninguém”, declarou.
A deputada disse ter recebido manifestações de solidariedade de parlamentares da Casa, mas destacou que não houve posicionamento público do governador nem da vice-governadora do Pará sobre o caso. Segundo ela, a ameaça se caracteriza como crime de ódio, com desdobramentos de assédio político e discriminação de gênero e raça.
Apesar da intimidação, a parlamentar afirmou que seguirá exercendo normalmente o mandato. “Não vou paralisar a minha atividade parlamentar para criminoso nenhum”, disse durante o discurso.
Lívia Duarte informou que registrou boletim de ocorrência e comunicou formalmente o caso às autoridades de Segurança Pública e à Presidência da Alepa. Nesta terça-feira, a deputada também formalizou a denúncia junto à Procuradoria da Mulher e à Comissão de Direitos Humanos e Defesa do Consumidor da Assembleia.
Ao encerrar o pronunciamento, a deputada ressaltou a importância da presença de mulheres na política e defendeu que sua permanência no Parlamento contribua para ampliar a segurança e a representatividade institucional.
A reportagem solicitou posicionamento do Governo do Estado do Pará sobre a apuração da ameaça relatada pela deputada e aguarda retorno. O texto segue em atualização.
