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POLÍTICA

Não é verdade que tarifaço é bom eleitoralmente, diz ministro Elias Rosa

Ministro declarou que o distanciamento com os EUA não convém em nenhum aspecto

Estadão Conteúdo

22 de julho de 2026 às 10:36

Márcio Elias Rosa é ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

Márcio Elias Rosa é ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços ( Foto: Foto: Júlio César Silva/MDIC )

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, afirmou nesta quarta-feira (22) que a ideia de uma melhora na relação entre Brasil e Estados Unidos com uma simples mudança de governo no país não é verdadeira. Ele destacou que o distanciamento atual não é benéfico e que o 'tarifaço' comercial é prejudicial para todos.

Segundo Elias Rosa, há um equívoco em supor que o Brasil, ou seu governo, se beneficiaria eleitoral ou politicamente da ocorrência de um tarifaço, como alguns, especialmente os bolsonaristas, poderiam pensar. O ministro reforçou que a medida é 'ruim para todo mundo'.

Mesmo com uma eventual alteração de poder no Brasil, os Estados Unidos manteriam a pressão comercial, impulsionados pela sua política de reindustrialização interna. Elias Rosa também refutou que as posições públicas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em relação a Donald Trump tenham sido o fator decisivo para a piora das relações ou para o tarifaço, considerando essa uma resolução fácil caso fosse o único problema.

Parceria Estratégica e Distanciamento

Pelo contrário, o ministro enfatizou que os Estados Unidos são um parceiro estratégico para o Brasil. Existe uma conexão natural e cultural entre os povos, cuja vocação é a proximidade crescente. Ele reiterou que 'esse distanciamento não convém sobre nenhum aspecto, nem no eleitoral'.

Próxima Rodada de Decisões sobre Tarifas

Em relação a uma possível nova rodada de tarifas contra o Brasil, Márcio Elias Rosa revelou que a expectativa é de uma nova decisão dos Estados Unidos na próxima sexta-feira, 24. Esta decisão, que integra uma investigação comercial mais ampla sobre outros países, abordará especificamente a questão do trabalho forçado.