O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta terça-feira (4) que a decisão de seu partido de não integrar a aliança e nem indicar vice para a chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL) reduzirá o tempo de propaganda eleitoral do presidenciável. Contudo, Tarcísio minimizou um prejuízo significativo à campanha.
"A minha posição foi de apoio ao Flávio Bolsonaro, foi a posição que a gente externou para a presidência do partido", disse Tarcísio em entrevista à RedeTV!. Ele explicou que o Republicanos tomou a decisão "baseada na posição dos diretórios estaduais, que por sua maioria optaram pela neutralidade".
A resolução foi formalizada na convenção nacional da legenda, nesta terça, pelo presidente nacional da sigla, Marcos Pereira. O Partido Liberal (PL) trabalhava para ter Daniella Marques (Republicanos), ex-presidente da Caixa Econômica Federal, como vice na chapa.
Impacto no tempo de TV e compromisso em SP
"Claro que tem um prejuízo à campanha do Flávio em função do tempo de TV, é menos tempo de TV que o Flávio vai dispor, mas eu não acredito que seja um prejuízo muito importante", reiterou Tarcísio de Freitas. O governador paulista garantiu que, em São Paulo, "a gente vai estar muito comprometido com a campanha do Flávio".
Caso Banco Master e reeleição
Ao comentar o envolvimento de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, o governador afirmou ter cobrado publicamente explicações. O senador havia sido associado a um áudio onde pedia dinheiro ao banqueiro para financiar um filme sobre a história do ex-presidente. Na avaliação de Tarcísio, Flávio prestou os esclarecimentos ao longo do tempo e o debate deve agora se concentrar em projetos para o País.
O chefe do Executivo paulista também negou que o episódio possa afetar sua campanha à reeleição. Ele destacou não haver relação entre o caso e sua gestão. Como justificativa, afirmou que nunca se reuniu com Vorcaro, dentro ou fora da agenda oficial, e que a Fundação de Previdência Complementar do Estado de São Paulo (Prevcom) e a São Paulo Previdência (SPPrev) não compraram Certificados de Depósito Bancário (CDBs) do Banco Master.
