As seis pessoas presas pela Polícia Federal em Belém, em uma investigação que envolve o candidato a deputado federal Manoel Pioneiro (Republicanos), passam por audiência de custódia nesta quarta-feira (30). A apresentação dos presos à Justiça Eleitoral está marcada para as 13h e será realizada de forma telepresencial pela 28ª Zona Eleitoral de Belém. A informação consta no Auto de Prisão ao qual a reportagem de O Liberal teve acesso. O documento foi encaminhado pela Superintendência da Polícia Federal no Pará à Justiça Eleitoral e registra que as prisões ocorreram na terça-feira (29), às 15h50. O juiz eleitoral Lúcio Barreto Guerreiro determinou a apresentação dos seis custodiados dentro do prazo legal de 24 horas e intimou o Ministério Público Eleitoral e as defesas para participação na audiência. O procedimento será realizado no Juízo das Garantias, localizado no Centro de Atendimento ao Eleitor, em Belém. O documento também confirma os nomes dos seis presos: Manoel Carlos Antunes, Caio Henrique Silva da Silva, Fabricio Silva Nunes, Gleidson Hanlde Modesto de Oliveira, Ricardo Augusto Soares Gimenes e Victor Augusto Sampaio Damas. Manoel Carlos Antunes é Manoel Pioneiro, ex-prefeito de Ananindeua e candidato a deputado federal pelo Republicanos. O despacho judicial informa que o flagrante foi registrado pela suposta prática de lavagem de dinheiro, prevista no artigo 1º da Lei nº 9.613/1998, e do crime previsto no artigo 299 do Código Eleitoral. O juiz determinou ainda que os autos tramitem em sigilo, considerando a natureza dos fatos investigados e para resguardar a intimidade dos envolvidos. Prisão Manoel Pioneiro foi preso em Belém durante uma ação da Polícia Federal que investiga suspeitas de crimes eleitorais e lavagem de dinheiro. Ao todo, seis pessoas foram presas. Segundo a PF, durante a ação, foi identificado o saque de R\$ 300 mil em espécie em uma agência bancária da capital paraense. De acordo com informações da Polícia Federal, o dinheiro teria sido dividido entre os investigados ainda dentro da instituição financeira. A suspeita é de que parte do valor seria destinada à prática de corrupção eleitoral. Os envolvidos foram presos em flagrante sob suspeita de corrupção eleitoral e lavagem de dinheiro. A investigação também apura associação criminosa. A ação contou com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU). Os fatos foram encaminhados à Justiça Eleitoral para adoção das medidas cabíveis. Assessoria nega relação com campanha No início da tarde desta quarta (30), a assessoria de Manoel Pioneiro divulgou uma nota nas redes sociais para contestar a relação entre o saque e a campanha eleitoral. Segundo o comunicado, Pioneiro é empresário do setor agropecuário e realiza regularmente movimentações financeiras, incluindo saques, de acordo com necessidades pessoais e empresariais. “Na data de ontem [29], foi realizado um saque dentro da normalidade, sem qualquer relação com atividade de campanha eleitoral ou finalidade político-eleitoral”, afirma a assessoria. O comunicado também informa que Manoel Pioneiro prestou os esclarecimentos solicitados às autoridades e “permanece como candidato a deputado federal” nas eleições de 2026, e que segue observando as normas estabelecidas pela legislação eleitoral. A manifestação, no entanto, não detalha o motivo do saque de R\$ 300 mil, nem apresenta informações sobre a origem e a destinação da quantia mencionada na investigação. A reportagem tenta localizar as defesas dos envolvidos. O espaço permanece aberto para manifestações.