O pastor Silas Malafaia defendeu, nesta quarta-feira (28), a saída do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do Brasil após a derrota nas eleições presidenciais. Em vídeo publicado nas redes sociais, o religioso afirmou que o parlamentar tomou a decisão correta e acusou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de perseguição política.
“Vocês queriam o quê? Eu estou vendo a esquerda espernear. Queria que Flávio ficasse aqui para ser preso?”, questionou Malafaia.
Na sequência, afirmou que o senador está “corretíssimo” ao deixar o país.
VEJA MAIS
O pastor também contestou a decisão de Moraes, que autorizou a apreensão dos passaportes de Flávio. Para sustentar suas críticas, mencionou o intervalo de sete minutos entre o pedido da Polícia Federal (PF) e a confirmação do resultado das eleições presidenciais pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no domingo (25). “Ele não é magistrado, ele é um agente político no STF”, declarou Malafaia, colocando em dúvida a imparcialidade do ministro.
A Polícia Federal fundamentou o pedido de apreensão dos documentos no risco de o senador deixar o Brasil. Flávio é investigado em um inquérito que apura suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o advogado Willer Tomaz. Os dois negam irregularidades.
Malafaia rebate divulgação de vídeo antigo
No mesmo pronunciamento, o pastor criticou a circulação de uma gravação antiga na qual se posicionava contra a ida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) aos Estados Unidos. Segundo Malafaia, o vídeo foi divulgado de maneira a sugerir que ele também era contrário à viagem de Flávio.
O religioso afirmou que mudou de entendimento sobre a viagem de Jair Bolsonaro por avaliar que o ex-presidente poderia ter sido preso se tivesse permanecido no Brasil.
Malafaia também mencionou a decisão do presidente do STF, Edson Fachin, de arquivar uma investigação contra ele e determinar a devolução de seu passaporte, apreendido em agosto de 2025. A decisão foi tomada após manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que não encontrou provas suficientes da participação do pastor no crime investigado.
