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Lula diz que vai tirar Correios da crise e que não irá vender estatal

Ao ser questionado sobre a situação da empresa e propostas para uma privatização, Lula disse que os números negativos são uma realidade histórica

Estadão Conteúdo

27 de agosto de 2026 às 22:41

Presidente Lula.

Presidente Lula. ( Foto: Ricardo Stuckert / PR )

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira, 27, na sabatina promovida pela TV Globo, que não vai vender os Correios e garantiu que a estatal sairá da crise em que se encontra. O prejuízo foi de R$ 3,1 bilhões no primeiro semestre de 2026.

Ao ser questionado sobre a situação da empresa e propostas para uma privatização, Lula disse que os números negativos são uma realidade histórica. O petista, porém, apontou a importância estratégica da estatal e a presença dela em todas as partes do País.

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"Desde 1985, os Correios vivem crise e alguém quer privatizar os Correios. É uma empresa muito importante para o Brasil, porque ela está em todos os municípios", disse Lula.

O candidato à reeleição defendeu que os Correios devem se adaptar a uma realidade em que há concorrência de outras empresas do ramo. Além disso, Lula disse que será feito um "enxugamento" nas contas da estatal do que o governo achar necessário.

"A crise dos Correios é que não se adaptou aos novos tempos. Surgiram muitas empresas de fazer entregas e os Correios ficaram na mesmice", disse o presidente.

Os Correios enfrentam uma grave crise econômica há anos. Em junho de 2022, o resultado negativo era de R$ 171,8 milhões. Saltou para R$ 1,5 bilhão um ano depois e chegou a R$ 1,7 bilhão em 2024. Em 2025, o déficit foi de R$ 2,6 bilhões. Neste ano, o resultado foi de um déficit de R$ 1,5 bilhão.

O governo Lula trocou o presidente dos Correios no ano passado, em meio a um plano de tentativa de recuperação da estatal. Emmanoel Schmidt Rondon assumiu o lugar de Fabiano Silva dos Santos. Desde então, alguns diretores foram substituídos. A empresa elaborou um plano de reestruturação, com a previsão de fechar agências e de um plano de demissão voluntária.