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ILHA DO PAI DO BEBÊ

Justiça nega pedido de Willer Tomaz para obrigar Richarlison a apagar posts sobre ilha

Decisão impede que jogador da Seleção Brasileira seja obrigado a apagar publicações sobre suposta tomada de propriedade em Angra dos Reis

Estadão Conteúdo

30 de outubro de 2026 às 09:23

Flávio Bolsonaro nega envolvimento na disputa

Flávio Bolsonaro nega envolvimento na disputa ( Foto: Reprodução )

A Justiça negou o pedido do advogado Willer Tomaz para obrigar o jogador Richarlison a apagar publicações sobre o caso envolvendo uma ilha em Angra dos Reis (RJ). A decisão foi proferida pelo juiz Giordano Resende Costa, da 4ª Vara Cível de Brasília.

Willer Tomaz e sua empresa, a Wt Administração de Imóveis e Bens, tentavam remover conteúdos postados pelo atleta. O Estadão/Broadcast procurou o advogado para posicionamento, mas não obteve resposta até o fechamento da reportagem.

O jogador, ex-integrante da Seleção Brasileira, acusa o senador Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz de se apossarem da ilha sem realizar o pagamento devido. As publicações questionadas foram feitas por Richarlison em seu perfil no Instagram.

Disputa pela Ilha Comprida

Em uma postagem de 21 de outubro, Richarlison afirmou ter adquirido a área na Ilha Comprida em outubro de 2020. Ele destacou que a Justiça do Rio de Janeiro validou sua posse sobre o imóvel.

Na legenda da publicação, o atleta complementou as acusações. Ele declarou que um pedido de regularização foi "jogado na gaveta do Governo Federal (SPU) por 10 meses".

Durante este período, o jogador alegou que "o grupo do advogado ressuscitou uma empresa (inapta desde 2018), com sócios já falecidos, e ludibriou uma viúva de 78 anos para tomar a nossa ilha".

Nas redes sociais, Richarlison exibiu supostas provas das alegações. Ele mostrou decisões judiciais, contratos e a captura de tela de uma conversa com Flávio Bolsonaro, onde pede a devolução de seu dinheiro.