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O Liberal 80 anos

'EXÉRCITO DO LULA'

Janones diz que respeitará decisões judiciais sobre 'Exército do Lula', após Kassio tirar do ar

Janones prometeu que, em caso de reveses judiciais, não direcionará ataques à imprensa ou ao Judiciário

Estadão Conteúdo

13 de outubro de 2026 às 12:23

André Janones

André Janones ( Foto: Renato Araújo/Câmara dos Deputados )

O deputado federal André Janones (Rede-MG) declarou nesta terça-feira (13) que respeitará as decisões judiciais envolvendo o canal virtual "Exército do Lula". A afirmação ocorreu no momento em que o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, derrubou novamente o grupo em meio a uma série de decisões sobre o tema.

"Não vou criticar as decisões. Vou recorrer onde for possível recorrer", disse o parlamentar a jornalistas no Palácio do Planalto. Ele complementou que atenderá a todas as decisões judiciais, mesmo que impliquem na retirada do canal do ar.

Janones prometeu que, em caso de reveses judiciais, não direcionará ataques à imprensa ou ao Judiciário. "Não vou enfraquecer a imprensa, a mídia e o STF. Não vou jogar o jogo dele", assegurou.

Decisões judiciais e negação de fake news

O deputado também rebateu os apontamentos de Kassio Nunes Marques sobre a possível propagação de desinformação a partir do canal. Na decisão mais recente, o ministro determinou que o "Exército de Lula" só poderá operar novamente após a comunicação de um endereço à Justiça Eleitoral.

"Esse canal não publicou fake news e não publicará. Nós não precisamos de ataque, nós não precisamos de fake news. Nós vamos ganhar as eleições, porque nós temos a verdade e os fatos do nosso lado", afirmou Janones.

Histórico das determinações do TSE

Kassio Nunes Marques derrubou o canal pela primeira vez no domingo (11), alegando que o grupo disparava conteúdos falsos sobre a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) de forma coordenada. Poucas horas depois, essa medida foi revogada pelo corregedor-geral do TSE, Ricardo Villas Boas Cueva.

Janones, que é o criador do grupo "Exército do Lula", que atualmente conta com mais de 4 milhões de participantes, estava em um evento no Palácio do Planalto. O encontro anunciava medidas para sanar dívidas tributárias de Microempreendedores Individuais (MEI), e o parlamentar foi assediado por apoiadores e outros políticos.