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ELEIÇÕES 2026

Itens de R$ 25 a R$ 120: disputa Lula X Flávio movimenta vendas de rua em Belém

Bandeirinhas custam R$ 25, enquanto bandeiras maiores chegam a R$ 120; vendedor espera renovar o estoque até três vezes antes da votação de 25 de outubro

Jéssica Nascimento

16 de outubro de 2026 às 09:00

Bandeiras de Lula e Flávio em venda de rua em Belém.

Bandeiras de Lula e Flávio em venda de rua em Belém. ( Foto: Foto: Igor Mota )

A disputa entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) pela Presidência da República também movimenta o comércio informal em Belém. Com a aproximação do 2º turno das eleições de 2026, marcado para 25 de outubro, vendedores de rua voltaram a oferecer produtos relacionados aos dois candidatos, como bandeirinhas de carro, bandeiras maiores e bonés. Os preços variam de R$ 25 a R$ 120, e a expectativa dos comerciantes é ampliar as vendas nos dias que antecedem a votação.

O vendedor Edinaldo Ferreira começou a comercializar os produtos para o 2º turno a partir desta quarta-feira (14). Depois de vender todo o estoque que tinha disponível para a primeira etapa da eleição, ele estima ter cerca de 50 itens para esta nova fase da campanha, além de 40 bonés. Segundo ele, a procura inicial tem sido maior pelos produtos relacionados ao candidato do PT.

(Foto: Igor Mota)
(Foto: Igor Mota)

“No primeiro turno, vendi itens dos dois candidatos. Antes do primeiro turno, os itens do Lula venderam três vezes mais que os do Flávio. Eu vendi bastante. Vendi tudo o que eu tinha”, relata o comerciante, que mantém os mesmos preços praticados anteriormente. 

Bandeirinhas custam R$ 25 e bonés são vendidos a R$ 40

Entre os produtos disponíveis nas ruas da capital paraense estão bandeirinhas dos dois candidatos, comercializadas por R$ 25 cada, e bandeiras maiores, que custam R$ 120. Os bonés com referências a Lula e Flávio Bolsonaro são vendidos por R$ 40.

Edinaldo afirma que o faturamento com os artigos eleitorais é significativo e supera o valor de um salário mínimo. Para o segundo turno, a expectativa é vender todo o estoque e reabastecer a mercadoria de duas a três vezes até sábado (24), véspera da votação.

“A minha expectativa daqui até sábado, 24 de outubro, antes do segundo turno, é secar o estoque e renovar de duas a três vezes. O faturamento é bom. Muito mais que um salário mínimo”, afirma.

A movimentação, no entanto, ainda está no início. Como o vendedor começou a oferecer os produtos nesta semana, o desempenho das vendas nos próximos dias deve indicar se a procura será suficiente para repetir o resultado registrado no primeiro turno.

Itens de Lula e Flávio
Foto: Igor Mota
Foto: Igor Mota

Eleitores compram material para mobilização política

Além de movimentar o comércio informal, a campanha eleitoral estimula a compra de materiais por apoiadores que pretendem participar de mobilizações políticas. É o caso da agente administrativa Hingrid Mayla, que esteve em um ponto de venda em Belém para adquirir produtos de campanha de Lula.

Hingrid Mayla, agente administrativa. Ela compra bandeiras do Lula para o 2° turno das eleições.
Hingrid Mayla, agente administrativa. Ela compra bandeiras do Lula para o 2° turno das eleições. (Foto: Igor Mota)

Ela comprou duas bandeirinhas do candidato, por R$ 25 cada, e uma bandeira maior, pela qual pagou R$ 100. O valor informado pela eleitora para a bandeira grande é inferior aos R$ 120 cobrados por Edinaldo, indicando que os preços podem variar de acordo com o vendedor e o produto.

Hingrid conta que também comprou materiais durante o primeiro turno, incluindo blusa, boné e adesivos. Agora, pretende continuar adquirindo itens para participar das atividades de campanha e mobilizar eleitores.

“No primeiro turno, também comprei blusa, boné, encomendei adesivos. Tudo. Agora, nesse segundo turno, vamos tentar virar voto”, afirma.

A apoiadora também participa da organização de uma mobilização política que pretende percorrer as ruas e visitar moradores para conversar sobre a candidatura. “Até o final do segundo turno, penso em comprar mais material. Inclusive, eu tô atrás porque vai ter um arrastão do Lula, eu faço parte da organização também, pra ir de porta em porta”, explica.

Disputa presidencial chega ao 2º turno

A comercialização dos produtos ocorre em meio a uma disputa acirrada pela Presidência da República. No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Flávio Bolsonaro (PL) obteve 47,03% dos votos válidos, com 56.104.268 votos, enquanto Lula (PT) alcançou 45,16%, com 53.879.538 votos.

Em Belém, o resultado foi diferente. Com 100% das urnas apuradas, Lula liderou a votação na capital paraense, com 48% dos votos válidos, equivalentes a 396.570 votos. Flávio Bolsonaro ficou em segundo lugar, com 43,74%, ou 361.377 votos. A diferença entre os dois candidatos foi de 35.193 votos, correspondente a 4,26 pontos percentuais. O segundo turno será realizado em 25 de outubro.