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GESTÃO

IPDD inicia nova gestão com foco na valorização da advocacia criminal e expansão no Pará

Aproximação com estudantes de Direito e jovens advogados também está entre as prioridades da entidade

Gabi Gutierrez

15 de setembro de 2026 às 17:47

( Foto: Reprodução/Freepik )

O Instituto Paraense do Direito de Defesa (IPDD) iniciou uma nova gestão para o biênio 2026–2028, sob a presidência da criminalista Julianne Macedo. Entre as prioridades do novo comando estão a valorização da advocacia criminal, a defesa das prerrogativas dos profissionais e a expansão da atuação do Instituto para municípios do interior do Pará. O também criminalista, Lucas Sá Souza, assumirá a vice-presidência.

Segundo Julianne, um dos principais desafios para a garantia do direito de defesa está na forma como a advocacia criminal ainda é percebida pela sociedade. Para ela, o criminalista muitas vezes é associado exclusivamente à defesa de pessoas que cometeram crimes, enquanto seu papel na proteção de direitos e garantias constitucionais é deixado em segundo plano.

“Naturalmente, a advocacia criminal é o ramo do Direito que é mais marginalizado. A sociedade tem uma visão, às vezes, ruim do advogado criminalista, de que defende o bandido, de que não está ali em favor da sociedade”, afirmou.

De acordo com a presidente, essa percepção também contribui para um ambiente de maior pressão sobre os profissionais. Ela avalia que, diante de uma visão mais punitivista da sociedade, o advogado criminalista acaba ocupando uma posição de enfrentamento ao poder estatal na defesa dos direitos dos acusados.

“O advogado está ali para deter esse superpoder do Estado, então ele acaba sendo sempre o que mais sofre, que está ali no meio. E recebe as pancadas do Estado, dos juízes, da polícia, da população”, disse.

Expansão para o interior

Uma das principais propostas da nova gestão é ampliar a presença do IPDD para além de Belém e da Região Metropolitana. A intenção é levar as atividades do Instituto a outros municípios paraenses, por meio da realização de cursos, eventos e rodas de conversa com profissionais da advocacia criminal.

A presidente afirma que o objetivo é fazer com que o Instituto tenha presença mais efetiva no interior e, futuramente, possa contar com representantes em outras cidades do Estado.

“Um dos nossos principais projetos é expandir o Instituto para todo o Estado do Pará, através da realização de cursos, através da presença do Instituto lá. Quem sabe a gente consiga realizar esse sonho de ter representante do IPDD em outras cidades”, afirmou.

Formação de jovens

A aproximação com estudantes de Direito e jovens advogados também está entre as prioridades da entidade. Segundo Julianne, a formação e a troca de experiências fazem parte das principais atividades do Instituto, que pretende oferecer suporte a profissionais em início de carreira.

A ideia é auxiliar os jovens advogados por meio de qualificação, compartilhamento de experiências e orientação diante de dúvidas relacionadas à atuação profissional. O IPDD também pretende facilitar a participação desse público em cursos e eventos promovidos pela entidade.

“Quando eles se tornam advogados, ajudar esses jovens advogados com a qualificação, com a troca de experiências, ajudá-los até mesmo com dúvidas, compartilhando realmente ali conhecimento”, explicou.

A presidente destaca ainda que o Instituto busca oferecer valores diferenciados para estudantes e jovens advogados em suas atividades, como forma de ampliar a participação desse público.

Voz da advocacia criminal

Para Julianne, outra prioridade da gestão será consolidar o IPDD como um espaço de apoio aos profissionais e de representação dos interesses da advocacia criminal. A entidade pretende funcionar também como um ambiente para que os associados possam compartilhar experiências e buscar orientação em situações relacionadas ao exercício profissional.

“Valorizar a advocacia com preparação técnica, com cursos, com qualificação, compartilhando suas experiências e criar também, dentro do grupo do IPDD, dentro dos nossos associados, um local seguro para que esses advogados possam compartilhar as experiências, para que eles possam compartilhar ali até as suas dores”, afirmou.

A presidente também defende que o Instituto tenha uma atuação mais ativa diante de medidas e decisões que possam impactar a advocacia criminal. Segundo ela, a intenção é que o IPDD seja reconhecido como uma entidade capaz de se posicionar e representar os criminalistas diante de temas relevantes para a categoria.

“O Instituto tem uma prioridade de servir como voz da advocacia criminal. Então, vai ter algum evento no tribunal, vão instituir alguma nova medida que vai impactar a advocacia criminal. A prioridade do Instituto é ser visto como realmente um lugar que fala em nome dos criminalistas”, concluiu.

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