IA nas campanhas é proibido? Diretora da Transparência Eleitoral Brasil esclarece as regras
Segundo Ana Cláudia Santano, o uso dessa tecnologia exige limites para não comprometer a integridade do pleito
O avanço das ferramentas de inteligência artificial (IA) levanta dúvidas sobre o seu uso nas campanhas políticas, especialmente com a proximidade das eleições gerais. Segundo Ana Cláudia Santano, diretora executiva da Transparência Eleitoral Brasil, o emprego dessa tecnologia não é vetado pela legislação eleitoral, mas exige limites rigorosos para não comprometer a integridade do pleito e a decisão do eleitorado.
A especialista destaca que a linha que separa o uso legal da prática criminosa está na intenção do material produzido. "O uso da IA não é proibido nas campanhas; vedado é criar conteúdo sintético para induzir ao erro, desinformar ou cometer crimes", esclarece a diretora em entrevista ao Grupo Liberal. O alerta principal recai sobre materiais falsos que tentam minar informações comprovadas, como a segurança do sistema de votação.
O potencial da inteligência artificial de gerar confusão atinge até mesmo profissionais que trabalham diretamente com o tema. Ana Cláudia relata que os materiais estão cada vez mais realistas, dificultando a distinção visual entre fato e manipulação.
"As ferramentas de inteligência artificial têm o poder literal de enganar. Eu mesma, especialista na área, já vi conteúdos que me fizeram duvidar dos próprios olhos", relata.
Para combater essa onda de desinformação, a recomendação é manter um senso crítico elevado e não compartilhar materiais suspeitos sem antes verificar a veracidade. A diretora orienta que o eleitor sempre pesquise na internet e confira em agências de checagem profissionais caso se depare com conteúdos duvidosos, absurdos ou até mesmo aqueles que parecem reforçar de forma extrema as suas próprias crenças.
Palavras-chave
COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA